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Polémica sobre aumento da taxa para importação de lacticínios: Líder do PP acusa Governo de criar proposta para beneficiar empresa que o ministro das Finanças foi administrador 29 Janeiro 2018

O polémico caso de aumento da taxa de importação para lacticínios foi um dos dossiês quentes da vida nacional que foi analisado durante a reunião de hoje,28, do Partido Popular. O líder Amândio Barbosa Vicente acusa o Governo de Ulisses Correia e Silva de ter criado a proposta para alegadamente beneficiar a Tecnicil, empresa em que o actual ministro das Finanças, Olavo Correia, foi seu administrador.

Polémica sobre aumento da taxa para importação de lacticínios: Líder do PP acusa Governo de criar proposta para beneficiar  empresa que o ministro das Finanças foi administrador

Em declaração à Inforpress no final da reunião quinzenal, o presidente do partido fez questão de realçar que não é contra essa medida, mas diz acreditar que a mesma “não irá beneficiar em nada” os consumidores.

Amândio Barbosa Vicente acusou ainda o Governo de ter criado esta proposta que “irá beneficiar uma empresa” (supostamente Tecnicil) da qual “o ministro das Finanças foi administrador”. Por isso, o líder do PP avisa que vai acompanhar com atenção a execução dessa medida legislativa, que diz ter acolhido com reserva.

Mas a controvérsia é mais generalizada do que se pensa. Além das suspeitas de corrupção por causa das ligações que o actual ministro das Finanças tinha antes do seu empossamento no cargo com a Tecnicil, o diploma está sendo contestado por vários operadores económicos, elementos da sociedade civil e partidos políticos, com destaque para o PAICV em que vozes criticas defendem que não devia ter votado favoravelmente à proposta. O mesmo está a acontecer entre alguns membros e apoiantes da UCID, que também embalou-se «na conversa e proposta do MpD».

Mau ano agrícola e acordo para pesca

Em relação ao mau ano agrícola, Amândio Barbosa Vicente afirmou que o plano de emergência e salvamento de gado e de mitigação da seca implementado pelo Governo, no montante de 10 milhões de euros, “não tem surtido efeito”, uma vez que os agricultores e criadores de gado, precisou, “continuam aflitos” e com “animais a morrer”.

Na ocasião, desafiou o executivo a publicar e divulgar a lista desses benefícios, sendo que o mau ano agrícola em 2017 afecta directamente 7.200 famílias, ou seja cerca de 62% das famílias rurais, segundo a mesma fonte citada pela agência cabo-verdiana de notícias.

Mas os questionamentos do líder do PP não ficam por aí. Barbosa Vicente alertou que o acordo de pescas entre Cabo Verde e a União Europeia “não trouxe ganhos nem benefícios” para o arquipélago. Defendeu que o Governo deve “incrementar e modernizar” a frota pesqueira e explorar “ainda mais” o mar, que no seu entender é a “alternativa para alavancar” a economia cabo-verdiana.

Durante o encontro, a Direção do Partido Popular analisou também assuntos relacionados com os desafios do sector da justiça - comprometeu em apoiar a Petição sobre a Justiça em curso, tendo aprovado o plano de atividades para 2018. C/Inforpress

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