LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Partido de Lula apoia recandidatura de apoiante de Bolsonaro a líder da Câmara 30 Novembro 2022

O Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula da Silva, declarou hoje o apoio à recandidatura de Arthur Lira, que declarou o voto a Jair Bolsonaro nas presidenciais, a presidente da Câmara dos Deputados.

Partido de Lula apoia recandidatura de apoiante de Bolsonaro a líder da Câmara

“Decidimos pelo apoio à reeleição de Arthur Lira” declarou o líder da bancada do PT na Câmara dos deputados, à saída de uma reunião com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que também declarou o apoio a Lira.

“O próprio presidente Arthur Lira foi o primeiro a reconhecer a legitimidade das urnas, do voto popular, e nós entendemos que é fundamental essa estabilidade institucional”, afirmou Reginaldo Lopes, referindo-se ao facto de Arthur Lira ter sido o primeiro apoiante de Bolsonaro a reconhecer a vitória de Lula da Silva minutos depois do término da contagem de votos na noite eleitoral de 30 de outubro.

Artur Lira, do partido de centro-direita Partido Progressistas, tem, segundo a imprensa local, onze partidos que o apoiam na recondução ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados, um total de 419 dos 513 deputados, de acordo com o Correio Brasiliense.

O objetivo deste apoio, segundo o líder do PT na Câmara, é “construir um bloco de governo que possa dar ao país, dar ao presidente Lula, estabilidade, governabilidade, uma base sólida, para implementar aquilo que foi contratado pelo povo brasileiro nas urnas no dia 30 de outubro".

Este anúncio de apoio surge no mesmo dia em que o Presidente eleito do Brasil, Lula da Silva, conseguiu o apoio mínimo necessário no Congresso para iniciar a discussão de um projeto que abrirá espaços no Orçamento de 2023 para financiar programas de subsídios aos mais pobres, uma das promessas eleitorais de Lula.

A proposta visa separar os recursos destinados ao programa Bolsa Família, que atualmente se chama Auxílio Brasil, do Orçamento do próximo ano fazendo com que esse dinheiro fique fora do teto limite anual de gasto imposto por uma polémica lei fiscal em vigor desde 2016.

O projeto apresentado pela equipa de transição propõe que cerca de 198 mil milhões de reais (37,3 mil milhões de euros) sejam libertados desse teto de gastos nos próximos quatro anos, o que representaria cerca de 2% do Orçamento para 2023.

Embora pareça haver um consenso para aprovar a libertação desses recursos há divergências no Congresso em relação ao prazo já que os quatro anos propostos pela equipa de Lula da Silva representam todo o mandato que assumirá em 01 de janeiro de 2023.

Até agora, o Senado e a Câmara dos Deputados prometeram acelerar a discussão, que tem relativo apoio até mesmo de alguns partidos da base do atual Presidente, Jair Bolsonaro, que na campanha eleitoral em que foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva antecipou que apresentaria uma proposta semelhante. A Semana com Lusa

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project