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Passageiros provenientes de Cabo Verde retidos no aeroporto de Lisboa 17 Janeiro 2021

Passageiros provenientes de voos de Cabo Verde, que chegaram a Lisboa no sábado, 16, ficaram retidos no aeroporto, à espera do resultado de testes à Covid-19, realizados à chegada, sem terem sido previamente avisados de que tal iria acontecer.

Passageiros provenientes de Cabo Verde retidos no aeroporto de Lisboa

De acordo com informação disponível no “site” oficial da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), consultado pela Lusa, perto da 01:00 horas deste domingo, passageiros de nacionalidade portuguesa e passageiros com residência legal em Portugal, em voos com origem nos países africanos de língua oficial portuguesa, "podem embarcar sem comprovativo do teste laboratorial (RT-PCR) para rastreio da infeção por SARS-CoV-2, que causa a doença da Covid-19"; serão testados à chegada ao aeroporto português, a expensas próprias, e devem esperar pelos resultados na sua residência (para referência, o teste tem um custo de 100Euros).

Ao contrário dos inúmeros voos que tem feito entre Cabo Verde e Portugal nos últimos tempos, este sábado um cidadão, que preferiu não ser identificado, teve que ficar no aeroporto de Lisboa depois de fazer o teste, conforme escreve a Agência Lusa.

"Antes podíamos ir fazer o teste e ir para casa ou fazer em 48 horas. Na sexta-feira houve uma alteração da lei e antes de embarcar consultei o “site” da TAP, que diz que podemos esperar pelo resultado no domicílio", contou, à Lusa, o cidadadão que chegou a Lisboa pelas 18:00 horas, vindo da Cidade da Praia, e que depois de fazer o teste, foi-lhe dito que o resultado demoraria entre seis a oito horas a chegar.

Outro passageiro desse voo, que também preferiu não ser identificado, contou à Lusa que, antes de partir recebeu uma sms da TAP a dizer que poderia fazer o teste à chegada" "Fiz o teste às 14:30 horas de sábado e à 01:00 horas de hoje, ainda estou à espera do resultado", afirmou.

De acordo com os dois passageiros que falaram com a Lusa, à espera dos resultados dos testes, estavam por essa hora cerca de 50 pessoas, incluindo crianças, numa sala improvisada do aeroporto, onde foram colocadas camas de campanha e algumas cadeiras. “Às pessoas que ali estão foram distribuídas garrafas de água e bolachas", cita a Lusa, acrescentando que no local, estavam agentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e da PSP, mas "não apareceu ninguém da TAP nem da ANA a dar explicações". Entretanto, a Lusa tentou contactar o SEF no aeroporto Humberto Delgado, mas sem sucesso.

De salientar que Portugal prorrogou, até final do mês de Janeiro, as medidas restritivas relativas ao tráfego aéreo de fora da União Europeia e do Espaço Schengen, que continua limitado a "viagens essenciais" e sujeito a teste prévio negativo à Covid-19.

Segundo o despacho publicado em Diário da República na sexta-feira, as medidas que vigoravam inicialmente, até final de Dezembro passado, estendem-se até final do mês de Janeiro e o documento pode ser revisto "em qualquer altura, em função da evolução da situação epidemiológica", diz a nossa fonte.

De acordo com o documento, os cidadãos que, excecionalmente, desembarquem sem o comprovativo do teste negativo devem realizar obrigatoriamente, o teste à chegada a território nacional, a expensas próprias, em local próprio no interior do aeroporto, onde aguardarão até à notificação do resultado negativo.

"Aos cidadãos estrangeiros que embarquem sem o teste, ou cujo trânsito obrigue a abandonar as instalações aeroportuárias, deve ser recusada a entrada em território nacional, sendo a companhia objeto do processo de contraordenação", acrescenta, conforme a Lusa.

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