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"Paz em maio" acredita PR da Ucrânia após 4ª ronda negocial — PMs checo, esloveno e polaco em Kiev 18 Mar�o 2022

O presidente ucraniano, na habitual conversa de fim do dia à nação, disse que nesta quarta ronda se confirma que as conversações têm sido cada vez mais "realistas". É um sinal de que "a guerra pode terminar mais cedo do que esperado, possivelmente em maio", afirmam as autoridades oficiais ucranianas.

A quarta ronda negocial entre as delegações russa e ucraniana, sob mediação bielorrussa, foi por videoconferência tal como a terceira ronda na semana anterior. Segundo um conselheiro de Zelensky, a ronda de terça-feira, 15 foi marcada por um diálogo "duro" com a tónica na paz e que esta exige a saída do invasor.

As autoridades ucranianas voltaram a insistir que a paz tem de prevalecer e que para isso tem de acontecer "a trégua imediata e a retirada das forças russas".

Entretanto, a imprensa internacional e os órgãos de informação independentes da Rússia destacam que o país dominado por Putin começa a despertar para as mentiras do Kremlin.

Na Rússia, um rosto sinaliza a mudança: Marina Ovsyannikova com o seu cartaz "Não à guerra" a apagar as mentiras dos telejornais russos tornou-se um símbolo do movimento antiguerra na Rússia (Rússia: Marina reaparece após protesto antibélico — Tribunal aplica-lhe multa, "Putin/Kremlin evitou torná-la mártir", 17.mar.022).

Zelensky emotivo-poético na frente internacional

"I have a dream / Tenho um sonho" destaca-se no discurso de Zelensky no Congresso dos Estados Unidos. Foi na terça-feira por videoconferência que o presidente ucraniano se dirigiu à Casa da primeira democracia moderna amparado pelas palavras imortais de Martin Luther King Jr.

No dia seguinte, Zelensky dirigiu-se ao parlamento alemão, também à distância, com um apelo de "Nunca mais" marcado pela lembrança do Holocausto e do muro de Berlim.

Paz quão perto? Entretanto, as análises da situação acautelam sobre os otimismos antecipados: "O que vai complicar um entendimento é a questão territorial, pois que a Rússia de Putin faz finca-pé sobre a questão do território historicamente russo".

Fontes: SBS/AP/Sky News. Foto: O presidente ucraniano com os primeiros-ministros da República Checa, Eslovénia e Polónia esta semana. É a primeira visita de chefes de governo a Kiev desde que em 24-2 Putin mandou as suas tropas invadir a Ucrânia.

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