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Pedófilo condenado a 169 chicotadas colapsa à 50ª — Logo que tiver alta médica, castigo vai recomeçar 03 Outubro 2020

O indivíduo conhecido por Roni foi julgado por crimes de pedofilia na cidade indonésia de Banda Aceh e, segundo a lei local, foi condenado a cento e setenta e cinco chicotadas. Por fim, conseguiu subtrair seis chicotadas à pena inicial, substituindo-as por seis meses de prisão. Mas ao sujeitar-se à punição — em exposição pública — colapsou à quinquagésima chicotada.

Pedófilo condenado a 169 chicotadas colapsa à 50ª — Logo que tiver alta médica, castigo vai recomeçar

O castigo fez o homem cair inanimado e os médicos presentes constataram que tinha bolhas do lado direito das costas e que se continuassem a ser atingidas podiam fazer com que os vasos sanguíneos rebentassem. Daí a decisão de interromper o castigo.

O condenado terá agora de ser sujeito novamente ao castigo, assim que o seu estado de saúde melhorar, escreve o Indonesia Times.

De acordo com a Sharia/Xaria, o chicoteamento é utilizado em Aceh — tida como a província mais conservadora da Indonésia, com uma população maioritariamente muçulmana — para punir crimes tais como consumo de álcool, adultério (masculino e feminino), atividade homossexual.

Lei da castração química nunca foi aplicada por recusa dos médicos

O tribunal distrital de Mojokerto, no leste de Java emitiu a primeira condenação à castração química em agosto de 2019. "A decisão do tribunal tem o objetivo de assegurar às vítimas que justiça será feita", disse Rudy Hartono, presidente do coletivo de juízes responsável pela sentença.

Três anos antes, e com o grande impulso dado pelo presidente Joko Widodo eleito em 2014 — e reeleito em 2019: Indonésia: 192 milhões em 1 dia elegem presidente e vice, deputados e autarquias — Sondagem pós-eleitoral dá vantagem a Jokowi, 18.abr.2019—, foi aprovada a lei, em 2016, pela qual havia vários anos alguns estratos da sociedade indonésia lutavam.

Mas em agosto do ano passado quando um tribunal indonésio condenou um pedófilo à castração química, a classe médica inviabilizou a medida alegando motivos deontológicos: "Acreditamos que os agressores de crianças deveriam ser condenados com o máximo rigor possível, mas nós não podemos intervir na castração química porque isso viola o nosso juramento, pelo qual prometemos respeitar a vida", disse Pudjo Hartono, presidente da Ordem de Médicos da Indonésia ao site BenarNews.

O réu Muhammad Aris bin Syukur, de 20 anos, violou nove meninas. O tribunal condenou-o a doze anos de prisão, multa de 100 milhões de rupias (650 contos) e castração química que fica a aguardar haver condições para a sua aplicação.

O violador confessou em tribunal ter cometido crimes desde 2015 até ser detido— em outubro de 2018, quando pela primeira vez foi apanhado por câmaras de videovigilância durante uma agressão a uma menor.

Sobre a condenação, disse aos repórteres: "Preferia a pena de morte, porque isto [castração química] vai pôr-me a sofrer a vida toda".

Fontes: Referidas. Foto: Indonesia Time.

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