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Pedro Pires defende a elaboração da História das colônias portuguesas 12 Novembro 2021

O nacionalista e antigo Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, defendeu, na Cidade da Praia, a preservação da História das ex-colônias portuguesas, tendo para o efeito, sugerido a sua elaboração. Em entrevista ao Jornal de Angola (JA), por ocasião do 46º aniversário da Independência Nacional, que se assinalou a 11 de Novembro, Pedro Pires disse ser importante que se trabalhe para a feitura desta história, para que não se permita a sua deturpação.

Pedro Pires defende a elaboração da História das colônias portuguesas

Ao referir ao facto de a maior parte das ex-colónias portuguesas assinalarem, em 2021, 46 anos de independência, destacou a ação das lideranças dos então movimento de libertação nacional, "num contexto extremamente complicado que, “felizmente, foi vencido”.

Ainda conforme o JA, para o antigo estadista, líderes dos então movimentos de libertação como Agostinho Neto e Lúcio (Angola), Amílcar Cabral (Guiné Bissau e Cabo Verde), Marcelino dos Santos (Moçambique) e outros "merecem todo o seu respeito e reconhecimento”, pelo papel desempenhado nas independências dos respetivos países.

"Temos de pensar nesse passado e nas pessoas, homens e mulheres que protagonizaram essa audácia de querer a independência, de lutar por ela, num contexto de dificuldades e de inferioridade material e mesmo tecnológica. Aliás, para além do respeito, Agostinho Neto, Amilcar Cabral, Marcelino dos Santos, Lúcio Lara e outros, merecem o meu carinho, admiração e amizade”, referiu Pedro Pires, citado pelo Jornal de Angola.

Balanço das independências

Conforme escreve a nossa fonte, o antigo Chefe de Estado cabo-verdiano considerou que daqui a quatro anos será tempo suficiente para as ex-colônias fazerem uma avaliação mais exaustiva sobre as suas independências. "Estamos com 46 anos de independência. Faltam-nos quatro anos para completarmos meio século, que na vida dos povos é um tempo razoável para apreciar o valor das independências”, disse ao JA.

Para Pedro Pires, as independências das ex-colónias portuguesas foram o resultado do caminho da história, da vitória sobre o colonialismo e a dominação estrangeira. “Em suma, a liberdade foi a via para a realização das ex-colônias. Acho que isso é o caminho da história que tínhamos de percorrer, o caminho da soberania, da autodenominação e autogestão, ou seja, nós mandarmos em nós mesmos”, considerou o político, para quem não havia como mudar aquele sentido.

Pedro Pires sublinhou que, depois das independências das ex-colónias, deve seguir-se todo o processo de realização como países e povos soberanos. Com isso, insistiu ser possível fazer a avaliação sobre o que correu bem, menos bem e o que não correu bem. “Nesta avaliação, devemos ser sinceros connosco mesmo para melhorarmos a nossa visão, acção e a maneira de fazer política e de viver o país”, defendeu o ex-chefe de estado cabo-verdiano, para quem, “meio século depois, tem de se fazer todo este balanço”, de acordo com a nossa fonte.

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