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Pelo menos 22 mortos resultam do ataque na Universidade de Cabul 03 Novembro 2020

Um grupo de atiradores invadiu esta segunda-feira, 02, as instalações da Universidade de Cabul e matou pelo menos 19 estudantes, e ferindo muitos outros. O ataque coincidiu com a organização de uma feira do livro iraniana e estava prevista a presença de vários responsáveis diplomáticos do país.

Pelo menos 22 mortos resultam do ataque na Universidade de Cabul

Os atacantes procuraram atingir todos os estudantes que encontravam e assim que os primeiros tiros foram ouvidos, vários começaram a fugir, alguns até a trepar aos muros que rodeiam o campus. Houve relatos de uma explosão na mesma zona da capital afegã, diz a Al-Jazeera.

As forças de segurança dispararam contra os atacantes e bloquearam as instalações da universidade. Os autores do ataque acabaram por ser abatidos, diz a Reuters.

As testemunhas relatam um cenário caótico no campus universitário. “Estávamos a estudar dentro das salas de aula quando, de repente, ouvimos uma rajada de tiros dentro da universidade”, descreveu à Al-Jazeera Fraidoon Ahmadi, um estudante de 23 anos.

Não é a primeira vez que a Universidade de Cabul é escolhida como alvo de ataques terroristas. No ano passado, oito pessoas morreram depois de uma bomba ter explodido na entrada.

O ataque começou à hora em que se aguardava a chegada de dirigentes governamentais e diplomáticos para a inauguração da feira do livro, disse o porta-voz do Ministério do Ensino Superior, Hamid Obaidi, citado pela AFP. Entre os convidados estavam o embaixador iraniano em Cabul, Bahador Aminian, e o adido cultural, Mojtaba Noroozi, segundo a agência iraniana ISNA.

Os talibã rejeitaram qualquer responsabilidade pelo ataque. Em Outubro, um ataque reivindicado pelo Daesh contra um centro educativo na capital afegã fez 24 mortos.
“As crianças e os jovens afegãos têm de se sentir seguros para ir à escola”, afirmou o representante civil da NATO no Afeganistão, Stefano Pontecorvo, através de um comunicado.

A violência intensificou-se no Afeganistão desde que o Governo e os líderes talibã começaram a reunir-se no Qatar para tentar fechar um acordo de paz que ponha termo a um conflito que se arrasta há quase duas décadas.

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