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Pelo menos 42% das brasileiras têm sofrido assédio sexual 24 Dezembro 2017

Pelo menos 42% das mulheres brasileiras reconhecem ter sofrido assédio sexual em algum momento, segundo uma pesquisa elaborada pelo instituto Datafolha e divulgada este sábado, 23, pelo jornal Folha de São Paulo.

Pelo menos 42% das brasileiras têm sofrido assédio sexual

Um terço das mulheres admitiram ter sido assediadas sexualmente enquanto caminham na rua, enquanto o restante afirmou que sofreu assédio nos transportes públicos (22%), no trabalho (15%), na escola ou na universidade (10%) e em casa (6%). De acordo com a pesquisa, o problema agrava-se entre as mulheres que têm mais estudos.

A percentagem de brasileiras que relatam ter passado por um episódio deste tipo sobe para 56% nas jovens entre 16 e 24 anos. Em relação ao nível de escolaridade, a percentagem de mulheres assediadas na rua é maior entre as que tem formação superior (44%) do que nas que têm apenas o ensino básico (13%).

Além disso, aproximadamente 45% das mulheres que se consideram negras ou mestiças manifestam ter sido assediadas, contra 40% de mulheres brancas.
Para a realização desta pesquisa, que tem uma margem de erro de dois pontos, foram entrevistadas 1.427 brasileiras com 16 anos ou mais, entre os dias 29 e 30 de Novembro.

Em São Paulo, a maior cidade do Brasil, várias mulheres denunciaram este ano agressões sexuais em autocarros municipais por parte de homens que ejacularam sobre elas.

O assunto gerou uma forte comoção no país e houve manifestações de sectores feministas que reclamaram o fim da impunidade em relação a actos obscenos, já que vários agressores foram libertados dias depois do assédio.
Segundo um estudo publicado pela rede Globo, com dados da secretária de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, 457 mulheres foram violadas em locais públicos na capital paulista entre Janeiro e Julho deste ano.

De referir que no Brasil, a legislação considera violação qualquer conduta com uso de ameaça ou violência que atente contra a dignidade e a liberdade sexual da vítima, assim não é necessário que haja uma penetração para que seja estipulado como um delito. C/ G1

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