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"Persona non grata" — 139 diplomatas russos expulsos de 26 países 29 Mar�o 2018

Os Estados Unidos, com 60, o Reino Unido, com 23, e a Ucrânia, com 13, lideram o processo de expulsões de diplomatas russos, na sequência do escândalo de envenenamento em Londres do espião russo. França, Canadá, Alemanha e Polónia expulsaram o mesmo número de diplomatas: quatro. A seguir, a Lituânia e a República Checa contam três expulsões, a Espanha, a Suécia, a Dinamarca, a Itália, a Holanda, a Hungria, a Albânia e a Austrália, duas; e apenas uma na Roménia, Croácia, Finlândia, Letónia, Macedónia, Estónia e Noruega.

Portugal, Luxemburgo, Irlanda, Bulgária, Eslováquia, Malta, Chipre, Áustria e Grécia — enquanto países-membros da União Europeia — — decidiram não seguir a mais recente ofensiva contra a Rússia, na sequência do envenenamento do agente duplo Serguei Skripal, que traiu a Rússia agindo ocultamente ao serviço da Inglaterra. Ele e a filha foram atacados com um gás neurotóxico na cidade inglesa de Salisbury, no dia 4 deste mês, quando jantavam num restaurante.

Estes países que, dada a sua menor dimensão, têm um relativamente reduzido número de diplomatas russos acreditados, justificam-se assim para não seguirem a ofensiva anti-Moscovo, iniciada pelo Reino Unido. Como Portugal destaca: "Só temos três pessoas na Embaixada, como é que íamos obter informações?", referindo-se a uma mais que provável retaliação por parte de Moscovo.

O Luxemburgo e Portugal expressaram já a sua solidariedade com o Reino Unido. Afinal, como expressou o executivo luxemburguês, "a segurança comum" foi posta em causa, com esta ocorrência, que acreditam ter a mão russa.

NATO expulsa 7 diplomatas e rejeita credenciação a três

A Organização da Aliança do Atlântico Norte anunciou, esta terça-feira, a expulsão de sete diplomatas da missão da Rússia.

Além das expulsões, a NATO recusou acreditar outros três diplomatas russos junto da organização.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, diz que a decisão "envia uma mensagem muito clara à Rússia de que há consequências".

Portugal entre os singulares, chama o seu embaixador em Moscovo "para consultas"

Portugal só tomará uma decisão resultante de "concertação no quadro da União Europeia", enquanto "instrumento mais eficaz para responder à gravidade da situação presente", lê-se no comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Numa posição de cautela seguida por mais de um terço dos países-membros da União Europeia, Portugal decidiu que não haverá, em relação a nenhum dos 26 diplomatas russos em Lisboa, a declaração de ’persona non grata’, associável à expulsão de pessoal diplomático.

Órgãos de imprensa mais à direita destacam como "uma vergonha" este "virar as costas aos aliados", escreve esta quarta-feira o diário Observador. No mesmo diapasão, O Sol repercute o maior partido da oposição, PSD, que indica o "apoio russo a Guterres" como um dos motivos por trás da nota de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
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Fontes: referidas na peças. Mapa ilustrativo das expulsões de diplomatas russos neste mês de março (A ausência da Bélgica será erro) http://metro.co.uk/2018/03/27/full-list-countries-now-expelled-139-russian-diplomats-7419515/?ito=cbshare

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