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Petróleo sobe 5,34% ao 4º dia do encalhe do mega-navio de contentores que bloqueia Suez 28 Mar�o 2021

Fortes rajadas de vento, na manhã de terça-feira, levaram o mega-navio de contentores da ’Evergreen’ a encalhar horizontalmente no canal que há século e meio facilita o tráfego intercontinental e hoje conta para 12% do comércio internacional. Com duzentos navios retidos no engarrafamento, ressentem-se os transportes e comércio triangular África-Ásia-Europa.

Petróleo sobe 5,34% ao 4º dia do encalhe do mega-navio de contentores que bloqueia Suez

O tráfego diário de 50 navios no canal do Suez, num trecho de quase 200 quilómetros de comprimento, está impedido e centenas de embarcações estão paradas no engarrafamento.

Os prejuízos para o comércio internacional — que depende em 12 por cento do Suez — atingem os 9,6 mil milhões de dólares ($9,6 bn) por dia.

As mercadorias que passam pelo canal são os produtos refinados da Europa para a Ásia, o petróleo em bruto exportado do Norte de África, Mar Negro e, ainda, em menor proporção, têxteis, mobiliário, componentes para a manufatura e indústria automóvel destinados aos mercados asiáticos.

Os esforços para desbloquear o ’Ever Given’ há quatro dias continuam, nas a previsão é que "só em semanas será resolvida a situação", segundo a empresa encarregada da operação de desencalhamento.

Dobrar o cabo

"Chegaram-nos informações de que as companhias estão a começar a desviar a rota dos navios para a ponta sul de África, o Cabo [da Boa Esperança], o que atrasa a viagem em doze dias, mais 3.500 milhas [5.600 km]", informou à BBC o secretário-geral da Câmara Internacional da Navegação/International Chamber of Shipping.

4 campos de futebol

O navio Ever Given, que navega sob bandeira panamiana e é gerida pela taiwanesa Evergreen Marine, mede tanto como quatro campos de futebol, quatrocentos metros ao comprido, e tem a capacidade de transportar vinte mil contentores num total de duzentas mil toneladas.

Os navios-contâiners têm vindo a crescer e desde 2010 aumentaram quase para o dobro a sua capacidade. Isso tem consequências quando ocorrem encalhamentos.

A gigantesca dimensão destes carregadores, pensada para maximizar o lucro, tem mostrado efeitos contraproducentes.

Como peritos em transporte marítimo têm vindo a referir, aumentam os atrasos tanto devido às operações de cargas e descarga como da espera ao largo por um lugar no porto, dado o congestionamento nos terminais marítimos. "Os mais prejudicados são os consumidores, que pagam mais caro", garantem os peritos.

Fontes: Financial Times/BBC/WSJ. Fotos (Gestão do Suez/Reuters): Na quinta-feira, 25, a escavadora prossegue o estrénuo trabalho de desencalhar o navio porta-contentores ’Ever Given’, no Canal do Suez.

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