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Petrolífera cabo-verdiana liderada pela Galp passou de prejuízos a lucros 20 Abril 2022

A distribuidora petrolífera cabo-verdiana Enacol, liderada pela portuguesa Galp, registou lucros de 4,2 milhões de euros em 2021, um aumento de 295% face aos prejuízos devido aos efeitos da pandemia de covid-19 no ano anterior.

Petrolífera cabo-verdiana liderada pela Galp passou de prejuízos a lucros

De acordo com o relatório e contas de 2021, a que a Lusa teve hoje acesso, a Enacol registou um resultado líquido positivo superior a 472,3 milhões de escudos (4,2 milhões de euros), ainda distante dos lucros de 855,4 milhões de escudos (7,7 milhões de euros) em 2019, antes da pandemia.

Em 2020, a Enacol registou um resultado líquido negativo superior a 242,6 milhões de escudos (2,2 milhões de euros) e não distribuiu dividendos aos acionistas.

"Ainda que 2021 não se tenha revelado o ano que ambicionávamos, com os efeitos da pandemia do covid-19 ainda bastante presentes, foi um ano em que se observou a recuperação e reabertura da atividade económica de Cabo Verde", refere a mensagem do presidente do conselho de administração da Enacol, Jorge Borges Carvalho, que consta do relatório e contas.

Na mensagem são destacados os "importantes resultados" da empresa em 2021, os quais, "após dois anos especialmente desafiantes, marcam o início de um período de crescimento na Enacol".

Este desempenho é desde logo influenciado pelo volume de negócios, que aumentou 37% - depois da queda de 49% de 2019 para 2020 -, para mais de 12.564 milhões de escudos (113,7 milhões de euros), enquanto o ativo subiu 22%, para 6.253 milhões de escudos (56,6 milhões de euros) e o passivo aumentou 43%, para 2.192 milhões de escudos (19,8 milhões de euros).

Em 2021, a Enacol importou 178.807 toneladas de produtos petrolíferos, um aumento de 14%, que contrasta por sua vez com a quebra de 40,5% de 2019 para 2020, devido à conjuntura da pandemia.

A Enacol é liderada pela Galp, com uma posição de 48,29%, contando na estrutura acionista também com a sucursal cabo-verdiana da Sonangol (38,99%) - ambas as petrolíferas na estrutura acionista desde 1996 -, enquanto os restantes pequenos acionistas totalizam 12,72% do capital social, nomeadamente após a venda, em 2019, da participação de 2,1% detida pelo Estado cabo-verdiano.

Globalmente, a petrolífera conta com 963 acionistas (incluindo os pequenos acionistas através da Bolsa de Valores de Cabo Verde) e fechou 2021 com 208 trabalhadores.

A Enacol aprovou a distribuição de dividendos aos acionistas no valor de 354,2 milhões de escudos (3,2 milhões de euros), referente ao exercício de 2021, aplicando os restantes 118 milhões de escudos (cerca de um milhão de euros) dos lucros em resultados transitados para 2022. A Semana com Lusa

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