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Nº2 Azul e Branco, "Kamala Harris" de Israel chama-se Pnina Tamano-Shata 04 Fevereiro 2021

Pnina Tamano-Shata a primeira "negra" num governo de Israel nasceu em 1980 na Etiópia e vive desde 1983 em Jerusalém, como membro da comunidade dos "judeus da Etiópia". Na quarta-feira, o primeiro-ministro alternativo Gantz anunciou que ela é a número-dois da lista do Partido Azul e Branco para o Knesset nas eleições do próximo mês.

Nº2 Azul e Branco,

"Somos a geração que fez por merecer o seu regresso a Zion e precisamos encorajar a "aliyah" (o retorno da diáspora hebraica) porque esta é a casa de todos os judeus", diz convicta a ministra que em Israel começa a ser conhecida por "Kamala Harris de Israel".

Ministra da Integração e Aliyah escolhida por Gantz, que partilha rotativamente o governo com Netanyahu, desde o ano passado (links, abaixo), Pnina tem a missão de resolver as tensões latentes entre os Beta Israel e os irmãos do Estado matriz da cultura e religião judaicas.

Missão difícil já que a sua comunidade, de judeus da Etiópia de regresso da diáspora desde os anos de 1980, teve um acolhimento diametralmente oposto à sua chegada.
As estruturas governamentais receberam-nos como irmãos que há dois mil anos esperavam reencontrar-se.

Mas para a maioria das populações, nas diversas localidades, algumas de menos de dois mil habitantes, onde foram instalados, nada havia a festejar. Os recém-chegados eram estranhos a quem o governo concedia privilégios.

Aliyah

Pnina chegou a Israel aos três anos com a família de oito pessoas, mas que tiveram de deixar a mãe doente para trás. Era mais uma de muitos milhares de etíopes flagelados pela guerra civil e pela fome que fizeram a aliyah, integrados na ’Operação Moisés".

A aliyah de Pnina e família esteve integrada na uma muito mediatizada iniciativa, do governo de Ytzak Rabin, para o ’retorno’ ao Estado de Israel do "Beta Israel"(Casa de Israel), nome dado aos judeus dispersos ao longo de quase dois mil anos.

Entre 1982 e 1984, apesar de proibidos pelo governo etíope de sair, mais de dezasseis mil pessoas fizeram a pé a travessia até ao Sudão. Dali começaram a partir para Israel, numa viagem que ficou marcada por muito sofrimento e quase duas mil mortes.

Fontes: Times of Israel/Reuters/Haaretz/Jerusalem Post/. Relacionado: Israel: Netanyahu e Gantz assinam novo acordo para evitar 4ªs eleições em 18 meses —Ultraortodoxos obstaculizam luta anti-Covid, 08.out.020; Israel: Indignados saem à rua contra polícia que matou etíope de 16 anos – Conflito latente entre judeus novos e antigos reacende em Haifa e estende-se a todo o país, 05.jul.019. Fotos: Pnina e o presidente Rivlin em visita de Estado à Etiópia em novembro último. A ministra da Integração e Aluyah pretende unir israelitas e comunidade judaico-etíope.

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