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Poeta Amanda Gorman declama no Dia Inaugural, vira ’sensação’ e ... atrai polémicas de tradutores 12 Mar�o 2021

A consagração da poesia de Amanda Gorman veio muito antes do dia 20 de janeiro corrente, em que aos 22 anos declamou ’The Hill We Climb’/ ’A Colina que Subimos’ (?) num lugar chamado The Hill, palco do Dia da Inauguração do quadragésimo-sexto presidente, Joe Biden. A declamação nesse palco e nesse dia fez com que a primeira jovem poeta laureada dos Estados Unidos se tornasse uma "sensação internacional" e a sua poesia passou a desencadeador de eventos insólitos.

Poeta Amanda Gorman declama  no Dia Inaugural, vira ’sensação’ e ... atrai polémicas de tradutores

A tradução parece fácil: ’The Hill We Climb’/ ’A Colina que Subimos’. Mas será esta a tradução?

Se só o título suscita tanta dúvida, preparem-se para as dificuldades da tradução dos restantes ... versos. Porque a tradução terá de ser muito refletida, voltaremos ao tema, talvez por ocasião do "Dia da Língua".

Dificuldades da tradução não determinaram talvez a polémica sobre a escolha dos tradutores. O "erro de perfil", aponta-se, terá sido o motivo determinante dos criticismos, neologismo aceitável?, aos dois tradutores, o catalão Victor Oriols e o/a neerlandês.esa, Marieke Lucas Rijneveld.

Depois de vencer o International Booker Prize de 2020 pelo seu romance ’The Discomfort of Evening’ /O Desconforto do Entardecer (?), Marieke Lucas Rijneveld — que usa os pronomes não binários substitutos de ela/ele, portanto sem determinação masculina ou feminina — foi o/a tradutor.a escolhido.a pela editora neerlandesa Meulenhoff.

O trabalho foi entregue dentro do prazo, na semana passada. Mas entretanto, houve um levantamento no Reino dos Países-Baixos pelo facto de que a pessoa escolhida não era de "raça negra".

"Estou em choque com o barulho que se gerou à volta do meu trabalho para divulgar a mensagem de Amanda Gorman", tuìtou Rijneveld.

No entanto, avança: "Eu compreendo as pessoas que se sintam magoadas por a Meulenhoff me ter escolhido".

A poeta Gorman já se pronunciou em apoio a Rijneveld.

"Tinha de ser mulher, branca, jovem, ativista?"

O espanhol e catalão Victor Obiols relatou à AFP como foi rejeitado. Seria caso para interrogar se foi ele ou se foi o seu trabalho sobre o poema de Amanda Gorman.

Factos são: depois de Obiols entregar o trabalho de tradução à Univers, a editora recebeu uma mensagem sobre não ter escolhido "a pessoa certa", segundo Obiols disse à imprensa esta quarta-feira, 10.

A editora de Barcelona não pode, pois, publicar a tradução catalã — que aliás promete a Obiols que será paga.

"É um assunto sério que deve ser tratado sem frivolidade. Mas pergunto: Eu tinha de ser mulher, branca, jovem, ativista, nascida no século XXI?", remata Victor Obiols. (MLL)

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