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Polémica com morte de cabras por cães vadios em São Filipe: Oposição denuncia silêncio das autoridades e postura do Edil Jorge Nogueira 01 Junho 2020

O caso de mais 300 cabras atacadas e mortas por cães vadios no centro sul do Concelho de São Filipe do Fogo continua a dar que falar com a Comissão Política Regional do PAICV a denunciar o silêncio das autoridades, com destaque para a postura alegadamente « irresponsável» do presidente da Câmara de São Filipe. É que, segundo o porta-voz Euclides Fernandes, Jorge Nogueira, além de se ter indisponibilizado para encontrar com os criadores de gado que expuseram, no sábado,30, várias cabras mortas frente aos Paços do Concelho, preferiu, na tarde do mesmo dia, participar «nos comes e bebes em Chã das Caldeiras com os colegas do MpD».

Polémica com morte de cabras por cães vadios em São Filipe: Oposição denuncia silêncio das autoridades e postura do Edil Jorge Nogueira

Euclides Fernandes, que é também o 1º secretário do Sector de São Filipe do PAICV, considerou que, nos últimos dias, a situação tornou-se insustentável e preocupante com perda de centenas de gados neste município. « A Comissão Política Regional do PAICV Fogo condena o silêncio e passividade das autoridades perante uma situação que já tem causado grandes prejuízos aos criadores, quer em termos económicos e quer em termos psicológicos. Pois, já são mais de 300 animais atacados ultimamente neste município», avançou

Segundo o jovem político, trata-se de uma situação que tem revoltado os criadores e a população do Fogo em geral. «Face ao desespero, assistimos, no sábado passado, a exposição de cerca de 40 animais mortos a frente do edifício da CMSF. O mais grave é o Presidente Jorge Nogueira que se mostrou insensível ao problema, sequer disponibilizando-se para encorajar os criadores no momento que precisavam de uma nova esperança».

Fernandes acusa o presidente da Câmara Municipal de São Filipe, que devia atender e orientar estes criadores no momento que mais precisavam, por preferir, naquela tarde participar nos comes e bebes em Chã das Caldeiras com os colegas do partido MpD, em vez de acudir o grito de desespero dos criadores. «Uma atitude de ilegalidade em pleno estado de calamidade que o país atravessa e perante o decreto lei sobre o desconfinamento que estabelece e fixa o dia 1 de Outubro como data limite para o levantamento do impedimento de atividades de lazer que impliquem aglomeração de pessoas. Igualmente foi um desrespeito a estes munícipes que batalham para o desenvolvimento deste município e que deveriam merecer toda e a devida atenção do Presidente da CMSF e da Câmara Municipal no momento que os procuram», denunciou.

Diante desta situação, a Comissão Política Regional do PAICV Fogo apela à Câmara Municipal para a resolução deste problema o mais urgente possível. De entre outras medidas, sugeriu a realização de actividades de sensibilização com os criadores de cães, sobre os cuidados que devem ter com estes animais, bem como o cumprimento do código de postura municipal sobre os cuidados que os munícipes devem ter com os amimais. « Que juntamente com as autoridades sanitárias arranjem uma forma ideal para evitar a proliferação de cães vadios na cidade e a criação de um canil municipal para albergar todos os cães vadios desse município do Fogo».

Outros problemas e solução para cães vadios

O porta-voz do maior partido da oposição fez questão de realçar que é sabido que o Município de São Filipe possui um grande número de famílias, cujo sustento advém da criação de animais. «Para além do mau ano agrícola, da inexistência de bebedouros para o abastecimento de águas aos animais, do fracasso na implementação do plano de salvamento de gados, do preço elevado do milho e da ração, os criadores ainda são confrontados com a existência de um número elevado de cães vadios neste município que não tem poupado o sossego dos criadores. Por todo o município, os criadores já encontraram por várias vezes partes dos seus rebanhos atacados e mortos pelos cães vadios», alerta a mesma fonte, para quem muitas queixas e denúncias neste sentindo foram feitas por criadores de gado através das redes sociais e meios de comunicação social.

Euclides Fernandes considerou que o PAICV, enquanto oposição responsável, bastas vezes denunciou esta situação, quer a nível local e quer a nível do Parlamento nacional, apelando e exigindo respostas. «Poucas são as respostas das autoridades para resolverem este problema. Os criadores questionam a razão do não combate aos cães vadios, referindo que, se as autoridades implementam um plano para salvamento do gado durante o mau ano agrícola, também faria o sentido encontrar uma forma de resolver o problema dos cães vadios que provocam danos significativos aos criadores tal como os efeitos do mau agrícola», conclui o responsável da oposição em São Filipe do Fogo.

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