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Polémica com suspeitas de trabalho escravo no Maio: Oposição denuncia “abuso de poder” e “assédio laboral” na Câmara Municipal 28 Mar�o 2018

Está instalada a polémica com a acusação grave sobre suspeitas de práticas laborais no Maio já banidas a nível de um Estado de Direito Democrático como Cabo Verde. É que a Comissão Política do PAICV na ilha acusa a Câmara Municipal de prática corrente de “abuso de poder e assédio laboral” há mais de 20 anos e confirma a situação que se “configura a trabalho escravo”.

Polémica com  suspeitas de trabalho escravo  no Maio: Oposição denuncia “abuso de poder” e “assédio laboral” na Câmara Municipal

O caso surgiu na sequência da denuncia surgida com a recente visita da Secretaria-geral da UNTC-CS à ilha do Porto Inglês, em que o actual presidente da Câmara Municipal, suportado pelo MpD, reagiu contra tais acusações por parte de Joaquina Almeida, tendo colado esta ao maior partido da oposição.

Em conferência de imprensa promovida esta manhã, o presidente da Comissão Política Regional do PAICV contestou às declarações do Edil local, replicando que “as vítimas, muitas vezes, têm-se remetido ao silêncio por medo de sofrer represálias e perder o seu ganha-pão”. Fernando Frederico asseverou que os maienses “estão fartos de saber da situação vergonhosa que configura, a trabalho escravo” tal como foi dito pela secretária-geral da central sindical UNTC-CS.

Frederico demarca-se das palavras do edil, Miguel Rosa, em como a secretária da UNTC-CS foi ao Maio “numa missão de favorecer ao PAICV”, e acusa-o da falta da verdade, de forma despudorada”, alegando que a comitiva sindical integrava indivíduos afectos tanto ao MpD (poder) como ao PAICV.

O conferencista vai mais longe ao acusar o autarca ventoinha de pautar a sua gestão camarária pela partidarização “com evidente deterioração das condições laborais” maienses, beirando o trabalho escravo, e ressalva que “tais atropelos” aos direitos dos trabalhadores não se restringem aos guardas afectos aos Serviços Autónomos de Água e Saneamento.

É que, para este deputado nacional, estas “arbitrariedades” abrangem ainda os guardas afectos à Câmara, os guardas florestais, os da Delegação e do Centro Zootécnico do Ministério da Agricultura e Ambiente, do Ministério da Educação e do Tribunal da Comarca.

Fernando Frederico explicou que estes trabalhadores trabalham 12 horas diárias, de forma ininterrupta e sem direito ao descanso semanal, e sem se puderem disfrutar dos feriados, além de auferirem “salários de miséria”.

O dirigente tambarina fez questão de recomendar o autarca a cumprir os compromissos firmados com os maienses de forma a concluir o Estádio Municipal, construir os estádios de futebol em Calheta e Barreiro, arrancar com as obras do pavilhão desportivo na cidade do Porto Inglês, implementação da rede de esgotos e de uma estação de tratamento de águas residuais, a requalificação das ruas da Calheta e Ribeira de Fontona, entre outros compromissos da campanha eleitoral. C/Inforpress

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