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Polémica com acusação de ditadura em São Vicente: Augusto Neves distribui pelouros mas suspende sessão camarária por “desentendimento” com a UCID 10 Dezembro 2020

A polémcia está instalada no Mindelo. A primeira sessão camarária de São Vicente, depois das autárquicas de 25 de outubro deste ano, para distribuir pelouros e analisar o draft dos instrumentos de gestão para 2021, foi suspensa hoje devido a desentendimento entre o presidente Agusto César Neves e a UCID sobre atribuição de pelouros. Em causa está, conforme denuncia o líder dos democratas cristãos António Minteiro, a postura alegadamente ditatorial do atual Edil de maioria relativa suportada pelo MpD, que faz faz inveja ao fascista Benito Mussolini (ex-Primeiro-ministro da Itália) e ao comunista Josef Estaline (ex-Primeiro-ministro da antiga União Soviética).

Polémica com acusação de ditadura em São Vicente: Augusto Neves distribui pelouros mas suspende sessão camarária por “desentendimento” com a UCID

O desentendimento, segundo o presidente da UCID citado pelo Inforpress, deveu-se à decisão do presidente, Augusto Neves, de levar para a votação uma lista para a distribuição de pelouros “em cima do momento” e de “não aceitar as sugestões sobre distribuição dos pelouros” para os vereadores da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID).

Com isto, está instalada a polémica a nivel do novo executivo camarário de maioria relativa suportada pelo MpD, depois da Geringonça (coligação entre as oposições UCID, PAICV e Movimento Mas Soncet) ter eleito a deputada Dora Pires Presidente da Assembleia Municipal. Em causa está, conforme denuncia o líder dos democratas cristãos António Minteiro, a postura alegadamente ditatorial do atual Edil Augusto César Neves, de maioria relativa suportada pelo MpD, que faz inveja ao fascista Benito Mussolini (ex-Primeiro-ministro da Itália) e ao comunista Josef Estaline (ex-Primeiro-ministro da antiga União Soviética).

De acordo com a proposta para a distribuição de pelouros a que a Inforpress teve acesso, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, quis ficar com os pelouros das Finanças, Actividades Económicas e Planeamento Estratégico, Urbanismo, Ordenamento e Gestão do Território, Protecção Civil, Fiscalização e Segurança.

Para a vereadora do Movimento para a Democracia (MpD), Sueli Sousa, foram sugeridos os pelouros da Cultura, Turismo, Desporto, Juventude, Espaços culturais municipais, Bibliotecas, Arquivos e Museus, Protocolo, Comunicação e Imagem, a tempo inteiro.

Para o terceiro vereador, eleito na lista do MpD, Rodrigo Rendall, também a tempo inteiro, foi-lhe proposto os vereações de Ação Social e Desenvolvimento Local, Promoção da Habitalidade e Equipamentos Sociais, Infância e Protecção de Menores, Modernização Administrativa e TIC, Gestão Patrimonial e Contratação Pública.

Ao quarto vereador do MpD, José Carlos da Luz, coube os pelouros, também a tempo inteiro, de Ambiente, Saneamento e Abastecimento, Solos, Informação Geográfica, Cadastro e Toponímias Municipais, Espaços Verdes e Jardins, Desenvolvimento Rural e Política Animal, Cemitério e Gestão Cemiterial.

Para António Monteiro, da UCID, foi-lhe proposto a vereação a tempo inteiro com competências para as áreas do Transporte e Equipamentos, Gestão e Manutenção da Frota e Oficinas, Energias, Iluminação Pública, Inovação e Tecnologia e ainda Segurança Rodoviária.

Ao vereador eleito nas listas do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Albertino Graça, coube as áreas de Relações Externas e Cooperação, Promoção, Desenvolvimento Económico e Sustentabilidade, Empreendedorismo, Empregabilidade e Apoio ao Investidor, para trabalhar a meio tempo.

A segunda eleita do PAICV, Celeste da Paz, recebeu as competências para trabalhar as áreas de Educação, Estudos e Projectos, Formação Profissional e Igualdade do Género, a meio tempo.

Conforme ainda a mesma fonte, a vereadora Neusa Sança, também da UCID, recebeu a proposta para trabalhar a meio tempo nas áreas de Actividades do Mar, Mercados Municipais, Feiras e Actividades, Associação Social e Desenvolvimento Local.

Já Ailton Andrade, também eleito pela UCID, foi-lhe proposto “vereador sem exercício” de funções, mas com competências delegadas nas áreas da Saúde, Bem-estar, Higiene Urbana, Relação com o Munícipe e Defesa do Consumidor, Associativismo, Cidadania e Participação.

O candidato do MpD, Augusto Neves, venceu as eleições de 25 de Outubro, em São Vicente, mas sem maioria absoluta, conseguindo quatro mandatos na Câmara Municipal de São Vicente. A UCID alcançou três e o PAICV dois mandatos, conlui a Inforpress

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