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Polícia adotou 5 órfãos: "Loucura? A maior é soltá-las no mundão" 17 Junho 2020

A agente Flaviana Bezerra entrou na casa onde o pai de seis crianças fora vítima de homicídio, sem saber que além dos seus deveres profissionais ia fazer uma escolha de vida: ser a mãe de cinco crianças sem pai nem mãe.

Polícia adotou  5 órfãos:

O vídeo online no site da rede Globo dá conta dessa história comovente, pela voz da agente policial. As crianças a presenciarem o crime que lhes tirou o pai, menos de dois anos após a mãe falecer.

A polícia Flaviana comoveu-se até às lágrimas com as seis crianças, o mais novo ia fazer dois anos e a mais velha tinha 15. "Os meninos choravam muito e estavam desesperados".

Abraçou-as a acalmá-las. "Abraçava uma, vinha outra, mais outra..."

Apercebeu-se de que não havia "comida nenhuma" na casa cujas condições "eram para lá de precárias". Naquele mesmo dia, Flaviana prometeu-lhes que "nunca mais passariam fome". E com a ajuda de colegas iria cumprir essa promessa.

A polícia tinha de entregar as crianças a uma pessoa da família. Por isso Flaviana, entregou-as a uma tia. Mas "os meninos não se adaptaram e me procuravam para tudo". Todos os seus momentos de folga eram dedicados a essas crianças.

"Os meninos não estavam na escola", conta Flaviana. Foi ela que os mandou para a escola. Mas sem ninguém da família para cuidar deles, seriam levados para um orfanato do Estado. "Fiquei preocupada com isso, os mais novos poderiam ser adotados, mas os mais velhos ficariam numa instituição até completar 18 anos. E depois?", relembra Flaviana.

Escolha difícil

É neste momento que a agente policial decide fazer a adoção. "Não é uma escolha fácil. Não é como um cachorrinho que você pega para criar. Eu nunca tive esse sonho tradicional de casar e ter filhos, mas aconteceu e acredito que não foi por acaso. No começo foi mais difícil ainda, mas hoje as crianças são muito minhas e eu sou muito delas. Eles são apaixonados pela minha família e minha família por eles. Foi a adoção familiar completa", diz.

"Você precisa repensar toda uma vida e fazer renúncias. Baladas, distrações, viagens, a gente repensa tudo isso. Mas no fim das contas, isso é mais importante que as crianças? Quando boto no balança fica tão desproporcional. As crianças são muito mais importantes que tudo isso".

"Ganhei felicidade"

Flaviana, que tem 44 anos, conta que nunca planeou ter filhos. Mas não teve escolha e decidiu adotar as crianças. Dos seis, apenas a mais velha, hoje prestes a completar 18 anos, não quis ficar. Os outros cinco estão a caminho da adoção formal.

"Parece loucura pegar a guarda de seis crianças, mas p’ra mim loucura é soltar essas crianças no mundão. Eu não tinha coragem. Ganhei uma casa agitada, tumultuada, cheia de grito. Eu ganhei felicidade", diz Flaviana.

Fontes: G1/You tube. Foto (Redes Sociais): Os filhos adotivos da agente policial.

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