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Polícia encontra lista com 10 mil vítimas-alvos de bando de 5 estelionatárias 14 Julho 2021

A "central de telemarketing" da quadrilha de cinco estelionatárias, duas delas com cursos superiores, funcionava num apartamento seleto do Rio perto da Barra da Tijuca. Segundo a polícia, a ação do ’bando das cinco’, na sua maioria vindas de outros Estados especificamente para "trabalhar" no estelionato, chegava a outros Estados brasileiros.

Polícia encontra lista com 10 mil vítimas-alvos de bando de 5 estelionatárias

Segundo a delegada Márcia Beck, ainda está por apurar quantas pessoas da lista com mais de 10 mil nomes e dados, de facto, caíram no golpe, mas ela estima que sejam milhares, porque atingia até moradores de outros Estados.

Uma das últimas vítimas do grupo mora em Santa Catarina, no Sul. "Estamos entrando em contato com o delegado de lá, para que possamos estender as investigações até Santa Catarina", afirmou Beck.

A delegada contou que as investigações partiram de uma denúncia feita por uma vítima na delegacia. Durante o cumprimento do mandado de busca expedido pela Justiça, a polícia apreendeu ainda seis computadores, vários telemóveis, máquinas de cartão, anotações e diversos extratos de movimentos. Esses equipamentos vão permitir obter elementos para a análise da investigação.

As cinco suspeitas — Anna Carolina de Sousa Santos, Yasmin Navarro que "não aguenta mais pobre", Mariana Serrano de Oliveira, Rayane Silva Sousa e Gabriela Silva Vieira — foram presas nesse apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, na tarde de quarta-feira, 7.

Não aguento mais pobre. As estelionatárias tinham um grupo no WhatsApp para falar sobre os golpes. No "Apto 302 Recreio" elas trocavam informações sobre as vítimas, sobre as ligações que faziam e sobre o saldo bancário atualizado. Algumas vezes, elas chegavam a ironizar o limite bancário daqueles que caíam no golpe.


Como o esquema funcionava

O esquema fraudulento, que em geral se valia de dados bancários e cartões de crédito da vítima tinha o seguinte funcionamento: a estelionatária ligava para a vítima e repetia o guião escrito.

Identificava-se como funcionária da central de relacionamento dos bancos e informava a vítima sobre a descoberta de compras fraudulentas feitas com o seu cartão, pelo que devia cancelar o cartão. Para isso, pedia que fossem digitados dados como números da agência bancária e da conta, além da senha.

Todas essas informações eram armazenadas pela quadrilha. O esquema incluía ainda motoboys, que eram enviados à casa das vítimas para buscar os cartões "cancelados" e deixar um papel timbrado com a pessoa para comprovar a retirada.

O objetivo, segundo Márcia Beck era dar um ar de "credibilidade" para a ação fraudulenta. E com os dados bancários dos cartões das vítimas em mãos, incluindo senha, faziam Pix, transferências, empréstimos, saques e compras, usavam todo o crédito disponível da vítima.

O prejuízo financeiro causado às vítimas era tanto maior quanto a maior parte delas eram idosos com recursos muito limitados. Somente uma das integrantes da quadrilha movimentou R$ 400 mil em duas semanas, segundo a delegada. Algumas ostentavam uma vida de luxo nas redes sociais. A delegada contou que no momento da prisão, policiais flagraram duas indiciadas fazendo ligação com duas vítimas.

Às cinco presas levadas para a esquadra, o tribunal decretou-lhes a prisão preventiva.

Como não cair nos golpes

As recomendações da delegada brasileira servem para qualquer ponto do globo, dada a globalização também do crime e seus procedimentos.

Para evitar cair em golpes como o que era aplicado pelas cinco estelionatárias, a pessoa que recebe uma ligação telefónica suspeita deve evitar passar qualquer tipo de informação pessoal ou bancária, principalmente palavras-passe de contas ou cartão.Deve ainda desligar e entrar em contato diretamente com o gerente responsável pela conta ou telefonar para a administradora do cartão do crédito, no número que vem no verso do mesmo.

"É preciso muito cuidado, porque tudo é muito bem organizado para conseguir enganar as vítimas", afirma a delegada, alertando que os bancos quando ligam para os clientes não costumam pedir dados pessoais nem tão-pouco palavras-passe.

O crime de estelionato envolve uma pessoa que engana os outros, usando da sua boa-fé para lhes extorquir dinheiro.

Fontes: Referidas. Estelionatárias publicaram fotos no Instagram, a mostrar o estilo de vida que o crime proporcionava ao ’bando das cinco’.

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