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Polícias da EU detêm israelitas suspeitos de fraude online de centenas de milhões E 19 Julho 2019

Polícias da Alemanha e Áustria conduziram “uma das mais importantes investigações contra suspeitos de burla online, anunciou a televisão pública alemã citada pelo diário ’Times of Israel’ , na segunda-feira, 15. É o resultado das trinta e cinco operações em cinco países — Alemanha, Áustria, Bulgária, Kosovo e R. Checa —, que visaram dez indivíduos suspeitos de montar um esquema online de fraude que lhes rendeu centenas de milhões de euros, segundo a Procuradoria da Justiça em Viena, Áustria.

Polícias da EU detêm israelitas suspeitos de fraude online de centenas de milhões E

A notícia refere que apenas um dos dez suspeitos permanece detido. Trata-se dum nacional alemão, Karsten Uwe Lenhoff, de 55 anos, conhecido empresário da indústria do jogo online, no segmento apostas desportivas. O relatório policial dá-o como residente em dois locais: reparte o seu tempo entre um hotel de 5-estrelas no Tirol, Áustria, e a sua casa na estância turística de St. Tropez, no sul de França.

Os cinco sites de comércio online investigados — Option888, TradeInvest90, XMarkets, ZoomTrader e TradoVest — são parceiros da plataforma Tradologic, fundada em Israel e a operar, entre outros, na Bulgária (foto do respetivo call center), segundo a fonte.

A plataforma Tradologic já fora alvo de investigação que culminou em fevereiro deste ano na detenção do financeiro israelita Gal Barak, acusado pelo que é a maior fraude online envolvendo a criptomoeda.

A lista de clientes dos referidos sites inclui duzentos mil cidadãos da Alemanha, refere a reportagem televisiva.

No entanto, segundo a mesma fonte, apenas 223 vítimas, duma mesma cidade alemã, Sarrebruck, formalizaram queixas contra os burladores. Contas feitas, em média cada um dos clientes burlados perdeu quarenta mil euros (cerca de quatro milhões e meio de escudos).

Silêncio das vítimas

As vítimas de fraudes desde a mais antiga "nota preta" às mais recentes online muitas vezes deixam de apresentar queixa — seja por vergonha seja por entenderem que "não vai dar em nada".

Muitos de nós teremos notado que por volta de 2003-4 começaram as tentativas de fraude online, com ofertas irrecusáveis de serviços financeiros. Num caso, um quadro superior da área económica aceitou ser intermediário duma operação financeira transnacional. Foi salvo porque quis envolver um amigo no esquema e este abriu-lhe os olhos depois de ter perdido umas dezenas de contos.

As vítimas de fraudes entre nós fazem como no resto do mundo: fecham-se e deixam impunes os criminosos. Uma ou outra revelação só se dá em casos extremos, como no infanticídio seguido de suicídio este ano da chinesa Dai Ghihua – que em dois anos, contraiu um número avultado de dívidas, 157 empréstimos em mais de setenta plataformas online — ou da mulher que vítima da "nota preta" se suicidou na capital cabo-verdiana em 2004.

Fontes: Referidas.

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