Quatro anos. Piorou tudo nos últimos quatro meses. As mentiras, as gaffes que seriam imperdoáveis a outro que não Donald Trump.
A foto mostra-o, na quarta-feira, sem máscara debruçado sobre as máscaras em produção numa unidade fabril. Também o homem que faz a demonstração está sem máscara e sem luvas. "Máscaras contaminadas!" vem logo ao pensamento.
Ontem, sexta-feira, tinha a doença em casa: um funcionário da Casa Branca que testou positivo e agora o presidente diz que os testes passaram a ser diários.
Há semanas, mandou suspender a quota dos Estados Unidos na organização onusiana da Saúde, porque, diz ele, a OMS é responsável pelo alastrar da epidemia ao não enviar peritos médicos à China para estudar objetivamente a situação.
A Organização Mundial de Saúde está, por isso, a ser investigada por “má gestão e ocultação sobre o alcance do coronavírus“, afirmou o presidente Trump na ocasião em que cumpria as ameaças que vinha formulando.
Mas os factos mostram que em 24 de janeiro o presidente escreveu no Twitter. “A China trabalhou muito duro para conter o coronavírus. Os Estados-Unidos apreciam muitíssimo os seus esforços e transparência. Tudo vai ficar bem. Em nome do povo americano, agradeço ao presidente Xi [Jinping]!”. Nada nos surpreende desta presidência que lega ao dicionário do inglês a expressão ‘fake news’.
Foto (AP): Trump de óculos especiais mas sem máscara, na visita a uma fábrica de material aeroespacial, em Honeywell, Phoenix, Arizona.
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