POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Politóloga diz que os cabo-verdianos se sentem “defraudados” com o estilo de representação politica que vêm recebendo 29 Abril 2018

A politóloga Roselma Évora disse hoje à Inforpress que os cabo-verdianos se sentem “defraudados” com o estilo de representação politica que vêm recebendo.

Politóloga diz que os cabo-verdianos se sentem “defraudados” com o estilo de representação politica que vêm recebendo

“Percebemos há muitos anos esse distanciamento na relação entre a classe politica e a sociedade”, comentou a politóloga, a propósito dos estudos recentemente divulgados pela Afrosondagem, segundo os quais 82% dos inquiridos consideram que os políticos nunca ou poucas vezes fazem o melhor para ouvir aquilo que o povo tem para lhes dizer.

Sobre a reprovação por parte dos cabo-verdianos da medida do Governo em isentar de vistos aos cidadãos europeus, a politóloga entende que nessa matéria se devia “promover debates, ouvir e auscultar a sociedade”.

“Em Cabo Verde, estamos habituados a um estilo de fazer politica do tipo top/down, ou seja, tomam-se as decisões com quase nenhuma interlocução com a sociedade”, lamenta Roselma Évora, para quem é tempo de se começar a “mudar a forma de decidir, particularmente em assuntos que têm reflexo na vida das pessoas”.

O estudo da Afrosondagem revela que a maioria dos inquiridos acha que a governação do país vai no sentido errado. Apesar disso, há também a percepção de que os cabo-verdianos acreditam que as suas condições de vida vão melhorar nos próximos 12 meses.

Perguntada se não há aqui alguma contradição, a politóloga respondeu nesses termos: “Penso que não, os dados do inquérito sempre têm indicado uma esperança dos cabo-verdianos em acreditar em dias melhores e isso é muito positivo”.

A regionalização afigura como tema desconhecido por parte de uma grande maioria dos cabo-verdianos.

Para Roselma Évora, isto indica que é preciso “amadurecer e aprofundar as discussões sobre o tema, envolver o maior número possível de actores”.

Por outro lado, o estudo sobre a qualidade da democracia e governação em Cabo Verde revela que 75% dos cabo-verdianos estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia.

No entender daquela investigadora, a insatisfação deve-se ao facto de as pessoas não estarem a receber a democracia que querem.

“É preciso trabalhar e reforçar as instituições, aumentar os mecanismos de diálogo e outros espaços de decisão”, indicou Roselma Évora, a propósito do descontentamento dos cabo-verdianos em relação à sua democracia. Fonte: Iinforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade



Mediateca
Cap-vert

blogs

Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project