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Porto Novo: Agricultores desejam “rápida instalação” da Universidade Técnica do Atlântico 13 Novembro 2021

Os agricultores no concelho do Porto Novo desejam “a rápida instalação” do pólo da Universidade Técnica do Atlântico (UTA) em Santo Antão, defendendo que a ilha “precisa urgentemente de conhecimento técnico e científico para ajudar” os lavradores.

Porto Novo: Agricultores desejam “rápida instalação” da Universidade Técnica do Atlântico

“Nas nossas reuniões, defendemos que é urgente a ilha de Santo Antão “falar” com técnicos especialistas em pragas (os mil pés e não só), em novas técnicas de irrigação, de produção, de engenharia rural e de mobilização da água”, disse à Inforpress o porta-voz dos agricultores, Celso Santos.

Este agricultor, dirigente da Associação dos Agricultores da Ribeira das Patas, o maior vale agrícola no concelho do Porto Novo, disse que é entendimento dos agricultores de que Santo Antão “precisa urgentemente de conhecimento técnico e científico” para apoiar os lavradores “lá onde a experiência dos séculos ainda não nos ajuda a esclarecer aspetos de qualificação da nossa agricultura”.

“A agricultura do interior do Porto Novo é desenvolvida em condições climatéricas extremas, e, portanto, exigente. Este é o nosso desafio”, notou a mesma fonte, dando como exemplo o caso da Ribeira das Patas, um dos principais produtores em Cabo Verde de limão e laranja.

“Porém, entrou a praga dos citrinos e nos obrigou a antecipar a colheita sem o amadurecimento desejado, como antigamente gostávamos de fazer e, claro, com prejuízos nas vendas, devido ao não sancionamento necessário das frutas na árvore mãe”, explicou.

Por isso, a seu ver, os agricultores desejam a presença nesta ilha de especialistas em para apoiarem a classe a ultrapassar os desafios que se colocam à agricultura no Porto Novo e em Santo Antão, sobretudo na questão das pragas.
Numa recente visita a Santo Antão, reitora da UTA, Raffaella Gozzelino, assegurou que esta universidade, através do pólo em Santo Antão, na fase de instalação, terá como missão “colocar Santo Antão no mapa internacional das ciências e tecnologias agrárias”, com a aposta na investigação.

As ofertas formativas da unidade orgânica da UTA em Santo Antão vão incidir, entre outras áreas, na agricultura e no ambiente, apostando, por exemplo, na investigação sobre a praga dos mil pés (illacme plenipes), praga que destrói, há várias décadas, a agricultura em Santo Antão.

O Governo, no quadro da cooperação coma China, já assegurou que pretende retomar as investigações sobre os mil pés, que terão chegado a Santo Antão, proveniente da Europa, nos anos 70, conclui a Inforpress.

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