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Porto Novo: Pragas e problemas com sistemas de produção de água afectam produção de batata 09 Mar�o 2019

Pragas em Casa de Meio e Chã de Norte e problemas com os sistemas de produção de água, em Martiene, contribuíram para que a produção de batata comum, este ano, no Porto Novo, ficasse “aquém do esperado”.

Porto Novo: Pragas e problemas com sistemas de produção de água afectam produção de batata

Em Casa de Meio, José Lima, representaste dos agricultores, avançou à Inforpress que este ano apesar da qualidade das sementes e do apoio dos técnicos do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), a produção da batata comum foi “fraca”, devido à uma praga que, pela primeira vez, atacou esta cultura.

Trata-se, segundo este lavrador, de uma espécie de lagarta, vulgarmente conhecida por “melém”, que fez com a produção deste tubérculo tivesse ficado “aquém do esperado”.

“Este ano, a produção de batata inglesa foi fraca devido à praga de melém, que atacou esta cultura em Casa de Meio”, explicou José Lima, adiantando que, mesmo com o apoio técnico do MAA, não foi possível impedir que essa praga afectasse a cultura.

Situação idêntica aconteceu em Chã de Norte, onde a produção de batata comum vai ser “inferior” a do ano passado, segundo o porta-voz dos agricultores, Ivanildo Santos.

Este ano, uma “lagarta”, cujo nome se desconhece, invadiu o perímetro agrícola de Chã de Norte e “afectou bastante” a cultura de batata comum, segundo este agricultor, que perspectiva uma “fraca produção”, nessa localidade.

Avançou que os lavradores já pediram apoio do MAA no combate à essa praga, que está a ameaçar outras culturas em Chã de Norte.

Em Martiene, um dos maiores produtores de batata comum em Cabo Verde, com uma produção anual à volta de mil toneladas, a situação, segundo os agricultores, está “complicada”, mas por outros motivos, relacionados, sobretudo, com problemas nos sistemas de bombagem do furo local e da nascente de Escravoerinhos.

Isso fez com que os produtores tivessem enfrentado, por altura das sementeiras, “muitas dificuldades”, conforme o agricultor António Lima, admitindo que a safra deste ano ficará abaixo da habitual.

Porém, em Ribeira dos Bodes, a produção da batata comum é considerada, para já, “razoável” pelos agricultores, que continuam ainda na fase de colheita, segundo o representante, Jailson Monteiro.

O mercado continua sendo uma outra preocuparão dos agricultores, que insistem na necessidade do levantamento do embargo imposto, há mais de 30 anos, aos produtos agrícolas de Santo Antão, devido à praga dos mil-pés.

A falta de mercado, aliada à “inexistência de condições de conservação”, tem obrigado os produtores a colocarem este e outros produtos no mercado a um preço baixo.

Por enquanto, um quilograma de batata comum custa à volta dos 80$00, mas em anos de boa colheita, os agricultores são “obrigados” a vender, “por quase nada” o produto, já que estão impossibilitados de colocá-lo em outros mercados e por não existirem, no Porto Novo, condições de conservação.

Os próprios serviços do MAA no Porto Novo consideram que a resolução do problema de mercado para os produtos agrícolas de Santo Antão passa pelo levantamento do embargo. A Semana com Inforpress

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