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Portugal: 1ª vacina lusa — eficaz onde falham Pfizer, Moderna — espera apoio estatal para avançar com ensaios clínicos 05 Setembro 2021

A vacina portuguesa, SIlba (SARS-CoV-2 Inactivated for Lung B and T cell Activation), desenvolvida pela biotecnológica Immunethep contava poder avançar com os ensaios clínicos este mês. "Neste momento, tudo aquilo que podíamos fazer de ensaios não clínicos está feito. Já provámos a eficácia da vacina no modelo animal, já provámos a ausência de toxicidade. O próximo passo seria avançar para ensaios clínicos", disse à agência Lusa o diretor-executivo da Immunethep. São necessários cerca de 20 milhões de euros para esta vacina que "trabalha o vírus como um todo", "tem uma cobertura maior das novas variantes" que "fazem baixar a eficácia de vacinas como a Pfizer ou a Moderna", realçou o DE Bruno Santos.

Segundo o responsável da biotecnológica Immunethep, sediada no distrito de Coimbra, depois de todo o desenvolvimento feito pela empresa, que apresentou uma solução que "ainda é válida e que ainda pode ser útil", é "um bocadinho frustrante" estar dependente apenas da questão do financiamento.

Para Bruno Santos, caso já houvesse garantias de financiamento por parte do Estado, a empresa já poderia estar "a pedir autorização dos ensaios clínicos ao Infarmed para começarem" este mês.

Sem "o financiamento, poderemos perder alguns meses", disse Bruno Santos, que sugere como forma mais fácil e rápida de financiar o processo "a compra antecipada de vacinas, tal como foi feito nos Estados Unidos e na Alemanha".

Vacina continua a ser viável

Mesmo numa altura em que muitos dos países ocidentais têm já grande parte da população vacinada, o cofundador da Immunethep salienta que a vacina continua a ser viáve pelas suas "características que a tornam interessante para países em desenvolvimento, pela facilidade de administração, que não precisa de ser por um profissional de saúde, não precisa de uma cadeia de frio e trabalha o vírus como um todo".

Também para Portugal e países desenvolvidos, tem vantagens já que dá uma cobertura maior das novas variantes, que "fazem baixar a eficácia de vacinas como a Pfizer ou a Moderna", realça Santos.

Fontes: DN/JN/Lusa/Site Immunethep/OMS.

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