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Portugal: 1,2 bn € do Estado à TAP alvo de queixa da Ryanair — "Portugal passava bem sem a TAP" 28 Agosto 2020

A Ryanair-companhia aérea irlandesa recorreu ao Tribunal de Justiça Europeu para impedir o financiamento — 1.200 milhões de euros — concedido pelo Estado português à TAP. Portugal ainda não reagiu.

Portugal: 1,2 bn € do Estado à TAP alvo de queixa da Ryanair —

A maior companhia aérea da Europa no setor low cost — cujo negócio de sucesso assenta menos na venda de bilhetes que na capacidade de negociar diversos tipos de subsídios no âmbito da União Europeia — deu entrada no Tribunal de Justiça Europeu de reclamações também contra outras companhias aéreas suas concorrentes.

O diretor-geral da low cost confirmou ao diário Público ter apresentado reclamação contra seis empresas: a SAS, Air France, Finnair, KLM e Lufthansa, além da TAP.

A Ryanair está contra o que considera "concorrência desleal" e aponta o seu exemplo como empresa que "tem conseguido sobreviver sem tais apoios". Com isso pretende desmontar o argumento de que as beneficiadas precisam de apoios para enfrentar os prejuízos decorrentes da pandemia em curso.

A receita de sucesso da Ryanair — que arrancou em 1985 como empresa de capital incial de uma libra e meia (pouco mais de 130 escudos então) e 25 empregados — deve-se ao conceito inspirado na americana SAS, a pioneira das linhas áereas de low-cost.

Cartas de rescisão por justa causa devolvidas — truque de endereço nulo

As cartas que os tripulantes da Ryanair enviaram, a rescindir por justa causa o contrato com a Crewlink Portugal, foram devolvidas, ao contrário do que sucedeu na Irlanda (onde estão a ser devidamente recebidas) .

Insatisfeitos com o novo contrato da Ryanair — que lhes impunha um salário inferior aos 680 euros (que é o mínimo nacional) a pretexto "de manter as pessoas empregadas" —, os Tripulantes da Ryanair dirigiram cartas de rescisão à Crewlink Portugal, a empresa de trabalho temporário que tem como único cliente a Ryanair, contratadora.

Mas receberam de volta essas cartas — com as indicações de "Encerrado" e "Sem recetáculo postal" assinaladas pelo carteiro — segundo noticia hoje (6ªfª, 28) a Lusa.

Fontes: Referidas.

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