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Portugal: 14 jovens hospitalizados, vários desaparecidos, 2 mil doses de drogas em festival que "dinamiza economia local" 24 Abril 2018

Fronteira no interior português moribundava até 2007, ano da 1ª edição do ’Freekuency’. O festival alternativo é ’amigo da família’, o programa tem atividades as mais variadas, tem espaço infantil e berçário até. Mas esta primavera saltou para os noticiários porque acabou com 14 jovens no hospital, três deles internados com overdoses, cinco detenções e apreensão de quase duas mil doses de droga, incluindo drogas duras.

Portugal: 14 jovens hospitalizados, vários desaparecidos, 2 mil doses de drogas em festival que

O festival Freekuency que atrai doze mil visitantes em cada ano "dinamiza a economia local". "Se não fosse por isto, muitos negócios tinham de fechar". "Pode mesmo dizer-se que Fronteira trabalha o ano todo para o festival".

Estes são testemunhos da população da cidadezinha do interior alentejano, ouvidos pela televisão pública portuguesa este sábado, 20. É uma reação de quem teme as repercussões negativas após o noticiário que dava conta dos problemas na 12ª edição do festival que em cada primavera aumenta três vezes a população do município de quatro mil habitantes. Graças ao Freekuency.

A Câmara de Fronteira em cada ano licencia o evento e passou a isentá-lo das taxas municipais. É que o Freekuency é um festival "movido pelo amor à música", como diz o organizador inglês.

"Ninguém recebe nada pelo festival. Organizadores, DJs, artistas, cozinheiros, os varredores e os almeidas (homens do lixo), os da limpeza das casas de banho, todos estamos nisto pelo puro amor do festival".

A reportagem da RTP critica designadamente o facto de que "tudo parece ter acontecido sem qualquer controlo das autoridades. Há notícia de tráfico de droga, desaparecimento de menores e vendas ambulantes ilegais".

Noticiário negativo, mas público e população defendem festival

Enquanto a reportagem destaca que "num evento com 12 mil pessoas houve apenas 12 bombeiros, disponíveis à chamada", os organizadores e participantes destacam que "neste festival toda a gente trabalha para que tudo funcione" e referem a responsabilidade individual que é "haver mais consciência das pessoas".

Uma adepta do "Freekuency lembra que "os comportamentos das outras pessoas não podem ser controlados", ao referir-se a situações como "cães à solta e também bebés", "até ’zombies’ que adormecem em cima do teu carro".

"Coisas estranhas acontecem em festivais e as pessoas devem ter noção disso antes de frequentar um", lê-se nas redes sociais".

Há que haver mais consciência, e isso não é dos organizadores mas sim das pessoas, conclui-se.

Fontes: RTP/ https://festival-traveller.com

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