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Portugal: 3 mais altas figuras do Estado vaiadas por negacionistas das medidas anti-Covid "máscaras nunca mais!" — Costa: "Vou usar sempre em ajuntamentos" 27 Abril 2022

O presidente da República, o presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro, as três mais altas figuras do Estado, foram apupados por cerca de 60 manifestantes — ligados aos movimentos negacionistas das medidas anti-Covid — quando saíam do parlamento após a sessão solene dos 48 anos do 25 de Abril. Um protesto "contra as máscaras" que afinal já caíram, segundo a lei que em Portugal entrou em vigor neste dia 22.

Portugal: 3 mais altas figuras do Estado vaiadas por negacionistas das medidas anti-Covid

As imagens mostraram cerca de 60 manifestantes na parte de baixo da escadaria exterior do parlamento empoleirados nas baias (barreiras) de segurança quando Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado por Augusto Santos Silva e António Costa, saiu da Assembleia da República.

As vaias com assobios e apupos, dirigidas às três mais altas figuras do Estado, só terminaram quando surgiu, ao alto da escadaria, o ex-presidente Ramalho Eanes.

"Palmas ao Ramalho Eanes", gritou uma das manifestantes através do megafone. Os mais de cinquenta participantes no protesto aplaudiram então o primeiro presidente da República Portuguesa eleito em democracia.

Máscaras nunca mais

O grupo de manifestantes, segundo noticia hoje a TVI-CNN, tinha-se reunido junto às baias de proteção sem máscara — aliás não obrigatória em espaços abertos até à libertação total de máscaras desde a semana passada em Portugal — e proferiram palavras de ordem contra as medidas anti-Covid, como o uso de máscaras: "Máscaras nunca mais!".

De ovação até vaia

Desta vez foi mesmo vaia, ao contrário da ovação em Luanda — com assobios e aplausos — interpretada como vaia ao presidente Marcelo durante a cerimónia de tomada de posse do Presidente de Angola.

"Eu confesso que, tendo 61 anos, entendia que já nada conseguia surpreender-me, mas o modo como foi interpretado, como se procurou interpretar em Portugal, ao fim da manhã de ontem [26.09.2017], uma extraordinária ovação ao Presidente da República Portuguesa como uma vaia conseguiu surpreender-me", declarou Augusto Santos Silva, então MNE, que tinha acompanhado o presidente português a Luanda.

O chefe de Estado português, por seu turno, referira na véspera ter confirmado "o calor inequívoco do povo angolano relativamente a Portugal e aos portugueses, que não tem a ver com a pessoa do Presidente".

"A ovação de hoje [26.09.2017], claramente superior a todas as outras na cerimónia, não foi dirigida à pessoa do Presidente, fosse o Presidente qualquer um, teria sido dirigida a Portugal e aos portugueses e eu só estranho o facto de haver portugueses que não gostam de ser aplaudidos por povos irmãos", criticou.

Segundo Marcelo de Sousa, os aplausos poderiam não ter acontecido e até "ninguém esperaria que tivessem acontecido". "Mas, tendo acontecido, é estranho que sejam os presidentes dos outros países, os diplomatas dos outros países, a notarem e a felicitarem como [os angolanos] gostam dos portugueses e haja um ou outro português distraído que entenda que aquilo que os povos consideraram um aplauso acabou por ser uma vaia", ironizou.

Cinco anos depois, foi mesmo vaia. "Por um grupo restrito", apontam na webesfera "e que não merece ser notícia". E esta?!

PM é por "tomar cautela e caldo de galinha", usará a máscara em espaços fechados

"Convém termos a noção de que deixámos de usar a máscara, mas o vírus não deixou de nos usar e continua a andar por aí. Continua a contaminar as pessoas, continuam pessoas a adoecer e continuam pessoas a falecer", afirmou o primeiro-ministro, que garantiu que irá continuar a "tomar cautela e caldo de galinha", usando a máscara em espaço fechados.

"Após dois isolamentos por contactos de risco e mais um isolamento por contração da Covid-19, vou continuar a tomar cautelas e caldos de galinha". "Vou usar máscara sempre que houver grandes ajuntamentos em espaços fechados", garantiu.

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