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Portugal: Ana Gomes acusa PGR, CMVM e Banco de Portugal de "cumplicidade" com Isabel dos Santos 21 Janeiro 2020

A ex-eurodeputada Ana Gomes a reagir perante a informação sobre várias transações suspeitas da empresária Isabel dos Santos — como noticiado no domingo, 19, incluindo desvio de dinheiro da Sonangol — acusa as autoridades portuguesas de cumplicidade, nem que seja "por omissão".

Portugal: Ana Gomes acusa PGR, CMVM e Banco de Portugal de

"Obviamente que as autoridades [de Portugal] não podem continuar não só cegas, mas coniventes, porque é isso que tem acontecido. Sucessivos governos e governantes, alguns, em particular o Banco de Portugal e a CMVM-Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, autoridades políticas e judiciais deveriam ter atuado", disse Ana Gomes, que estende as críticas à PGR portuguesa: "Muita desta informação já se sabia, além das minhas denúncias concretas".

A informação divulgada neste domingo por um consórcio internacional de jornalismo investigativo, que em Portugal integra o Expresso e a SIC, dá conta em particular do alegado esquema de ocultação para desviar 90 milhões de euros da petrolífera estatal Sonangol.

A ex-deputada socialista não tem dúvidas em apontar a “cumplicidade” das autoridades portuguesas com esta “roubalheira organizada da cleptocracia que espolia o povo angolano”, ao permitir a entrada em Portugal de “tanto dinheiro desviado do desenvolvimento que merece e tanto precisa o povo angolano”.

A ex-eurodeputada exorta as autoridades referidas a agir, porque é "completamente imoral, a título pessoal ou no quadro de empresas, que portugueses colaborem" na transformação de Portugal numa "lavandaria da criminalidade que rouba Angola".

Ana Gomes dá nomes aos “cúmplices ativos” que funcionam como "testas de ferro da senhora Isabel dos Santos": os advogados Mário Leite Silva e Jorge Brito Pereira, este último do "escritório de Proença de Carvalho" [durante vários anos advogado de Sócrates, ex-ministro num governo do PSD].

Imprecisões na investigação

A investigação este domingo divulgada faz referência a "mais de 400 empresas (e respetivas subsidiárias) a que Isabel dos Santos esteve ligada nas últimas três décadas, incluindo 155 sociedades portuguesas e 99 angolanas". A data de 1983 revela uma impossibilidade, já que Isabel dos Santos nasceu em 1973.

Fonte: SIC

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