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Portugal-Angola: Bancos unidos processam Isabel dos Santos 17 Julho 2021

A ação deu entrada esta sexta-feira, 16, no tribunal de Lisboa: CGD, BCP e Novo Banco, unem-se contra Isabel dos Santos, agora num novo processo. A empresária angolana e duas das suas empresas, acionistas da NOS, são visadas na ação cível de 26,98 milhões de euros.

Portugal-Angola: Bancos unidos processam Isabel dos Santos

A nova estratégia dos grandes bancos portugueses perante grandes devedores tem sido a atuação conjunta para recuperarem os créditos. Como está a acontecer agora, com três das grandes instituições financeiras de Portugal a juntarem-se em mais uma ação judicial que tem a investidora Isabel dos Santos como alvo.

A banca portuguesa assim unida visa recuperar 26,98 milhões de euros por créditos às empresas Unitel International Holdings (Holanda) e a Kento Holding (em Malta).

As duas empresas, em que é acionista a filha mais velha do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, detêm participações indiretas na Nos, que chegam a mais de 26% da operadora portuguesa através da Zopt criada em parceria com a Sonae, a holding da família Azevedo. Esta, recente investidora em Cabo Verde na rede de estabelecimentos Meu Super, está no processo de desfazer a união agora tóxica com Isabel dos Santos.

Estas participações da angolana Isabel dos Santos estão congeladas no âmbito das investigações judiciais decorrentes do Luanda Leaks, juntamente com mais ativos da empresária.

A filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos classificou-se em janeiro de 2013 como a primeira bilionária africana na lista da Forbes, que em janeiro de 2021 a retirou do seu ranking. A justificação: com o congelamento dos seus bens em Angola, Portugal e Países-Baixos tornava-se impossível calcular exatamente quanto é que a empresária valia agora.

CGD recuperou parte da Kento neerlandesa

A CGD que já tinha avançado com uma ação de execução em março contra a Kento, no valor de seis milhões de euros, enquanto entidade beneficiária do penhor das ações detidas pela Kento na Zopt.

É assim que a CGD assumiu o controlo de parte de posição que a empresária angolana detém indiretamente na operadora Zopt.

A Semanc com Expresso/Semanário Económico.

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