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Caso de extrema-direita que envolve Cabo Verde: PSD e CDS em Portugal anunciam compromisso para "não-coligações com Chega" 28 Janeiro 2021

O caso de extrema direita que envolve o governo do MpD, com a nomeação de Caesar DePaço finaciador do Chega ( partido de extrema direita) para o cargo de Cônsul de Cabo Verde na Flórida (EUA), continua a dar que falar. Em Portugal os presidentes dos dois principais partidos de direita, Rui Rio do PSD e Francisco dos Santos do CDS/PP, anunciaram, na quarta-feira, 27, que vão até meio de fevereiro assinar um acordo-quadro para as autárquicas que exclui a possibilidade de coligações com o Chega de André Aventura. "O Chega para ter conversas com o PSD tem de se moderar, o Chega não se tem moderado, não há conversa nenhuma".

Caso de extrema-direita que envolve Cabo Verde: PSD e CDS  em Portugal anunciam compromisso para

Rio declarou à saída da reunião de hora e meia, excluindo de todo a coligação com o partido de André Ventura: "Se estão à espera que vá fazer agora um discurso à direita e violento para ir tentar captar uns votos que vêm com esse discurso violento à direita, esse não é o discurso do PSD, muito menos o meu. Teria então o PSD de ter um líder diferente para se colocar lá à direita. Era capaz era de perder os votos moderados".

Francisco Rodrigues dos Santos alinha pelo mesmo diapasão e afirma que é "perentório" que "não haverá coligações com o Chega, nem em autárquicas nem em legislativas".

Rodrigues dos Santos afirma que o PSD é o "parceiro preferencial" do CDS enquanto que o líder do PSD afirma: "Este acordo não vai dizer que só há coligações com o CDS e com mais ninguém", "a única questão que estamos de acordo é que não haverá com o Chega, mas tirando o Chega logo se verá", explicou Rui Rio.

O líder social-democrata salientou que a exclusão do Chega nada tem a ver com os resultados da eleição presidencial. No domingo, André Ventura perdeu o segundo lugar para a candidata socialista Ana Gomes.

Demissão de Ventura que avisa: "Sem o Chega não há governo"

O presidente do Chega cumpriu e demitiu-se da liderança do partido extremista, por não ter chegado em segundo lugar.

A demissão obriga a novas eleições, que Ventura espera ganhar e assim legitimar-se para liderar o próximo embate eleitoral.

Ventura confia que tem score para integrar um governo PSD. Daí o aviso que deixa a Rui Rio: "Sem o Chega não há governo".

Crise no CDS: vice-presidente e dois vogais demitem-se

O vice-presidente do CDS-PP, Filipe Lobo d’Ávila, e os vogais da comissão executiva Raul Almeida e Isabel Menéres Campos, do grupo Juntos pelo Futuro, pediram a demissão dos respetivos cargos.

"Solicito, desde já e com efeitos imediatos, a minha demissão de vice-presidente do CDS. Não farei parte do problema e procuro apenas a liberdade pessoal que a solidariedade institucional de pertencer a uma direção não me permite ter", escreve Filipe Lobo d’Ávila numa carta enviada ao líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, e à qual a agência Lusa teve acesso.

Filipe Lobo d’Ávila parte da situação que o partido atravessa para salientar que "não é possível assobiar para o lado", advogando que "o CDS não sobreviverá" se não for possível encontrar uma "solução transversal e pacificadora" que "volte a dar relevância" ao partido.

"Muito sinceramente, conforme te transmiti pessoalmente, não acredito que seja possível inverter este caminho, sem que nada se faça. O CDS tem hoje um problema de afirmação externa que importa enfrentar" e que é preciso "ler para além da bolha das redes sociais e dos grupos de apoio do Whatsapp". "A mensagem não passa", as pessoas "não ouvem", "o CDS não é considerado, os indicadores são trágicos, a projeção externa ou não existe ou não é boa", remata Ávila. Fontes: RTP/JN. Foto: Lusa.

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