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Portugal: Coimbra em julho tem Rainha Santa benemérita e debate futuro digital das cidades 11 Julho 2021

Lugares históricos e ruas pedestres de Coimbra recebem o Festival Cidades Resilientes em formato digital e presencial, nos dias 16 e 17, com temática sobre o futuro das cidades pelo globo. O debate em painéis diversos com mais de 30 personalidades acontece no mesmo mês em que se celebra a padroeira da cidade dos doutores, a Rainha Santa Isabel e esposa do rei trovador que instituiu a mais antiga universidade, no século XIII.

Portugal: Coimbra em julho tem Rainha Santa benemérita e debate futuro digital das cidades

O Festival Cidades Resilientes resulta de uma parceria entre a plataforma independente de jornalismo, cultura e educação Gerador e a Câmara Municipal de Coimbra, com o objetivo de "discutir, com amplitude e pluralidade, o significado das cidades, a sua sustentabilidade e regeneração e a forma como podem ser construídas para as gerações seguintes".

O evento terá lugar de forma presencial no Convento São Francisco, na margem esquerda do Rio Mondego, e nas ruas e centros da cidade. Terá transmissão digital na plataforma cidadesresilientes.pt.

O primeiro dia, sábado 16, contará com um debate "dedicado aos desafios das cidades do século XXI", com o professor universitário e político Miguel Poiares Maduro. A reflexão sobre "as consequências da pandemia para a cidade" cabe ao sociólogo e professor catedrático Carlos Fortuna e ao vice-reitor da Universidade do Algarve, o psicólogo Saúl Neves de Jesus.

Durante o mesmo dia, haverá mais dois debates com Miguel de Castro Neto, professor universitário da ’NOVA Information Management School’, Rita Lopes, investigadora no Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade da Faculdade Nova, Tiago Marques, docente e médico psiquiatra, Francisca Aires Mateus, curadora de arte, e Clara Almeida Santos, professora de filosofia, sobre "a economia das cidades do futuro" e "as cidades das novas gerações".

O segundo dia, domingo, recebe mais quatro debates sobre o "Planeamento e Sociologia Urbana", a "Regeneração e Sustentabilidade", a "Cultura e Educação" e "A nova Antropologia" com a participação de professores universitários, sociólogos, historiadores de arte e curadores, consultores jurídicos e gestores culturais.

Ainda no mesmo dia, o Festival vai "pensar a importância do digital para as cidades", com a presidente do Clube Criativo de Portugal, Susana Albuquerque, e o engenheiro de software, Ricardo Vitorino.

O Festival de dois dias tem acesso gratuito, estende-se ao comércio local e às ruas de Coimbra. A milenar cidade universitária é, "pela [sua] particularidade geográfica" e pela "duplicidade urbana e rural", o "ponto de partida para repensar o conceito de cidade em 2021".

Durante os dois dias, os visitantes poderão contar com cinco influenciadores digitais da rede social ’instagram’ para dinamizar e promover a cidade nas plataformas digitais. O programa de atividades contempla ainda a participação do público em oficinas de personalização de sacolas, de ’design thinking’, de aproveitamento energético e sessões de poesia.

Os lugares para assistir à programação no Convento de São Francisco e atividades do comércio local nas ruas serão limitados, seguindo as normas da Direção-Geral da Saúde.
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Fontes: Diário de Coimbra/gerador.org/... Fotos: A esmoler Rainha Santa Isabel integra a memória coletiva pelo ’Milagre das Rosas’, com vasta representação iconográfica. Gerações de lusófonos estudaram nos manuais escolares essa lenda sobre o rei dom Dinis preocupado com a dilapidação do tesouro que a rainha estava a perpetrar com a sua benemerência. Interrogada, Isabel com o regaço coberto com a esmola — pão para os mendigos — diz que são rosas e a intervenção divina não a deixa mentir: rosas floriram em janeiro.

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