LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Portugal/Estudo: Doentes com cancro produzem anticorpos contra o coronavírus 13 Julho 2021

Estudo a doentes oncológicos no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, mostra "uma resposta a nível de produção de anticorpos considerada adequada", segundo escreve esta terça-feira o "Diário de Notícias".

Portugal/Estudo: Doentes com cancro produzem anticorpos contra o coronavírus

"Uma proporção plenamente significativa de doentes oncológicos conseguiram criar uma resposta a nível de produção de anticorpos considerada adequada", conclui o estudo concebido para obter resultados de apoio a decisões clínicas dos oncologistas e primeiro publicado na revista "The Oncologist".

O estudo contou com 72 doentes, todos infetados com SARS CoV-2, dos quais 19 eram doentes oncológicos. Os dados foram recolhidos de 15 de março a 17 de junho. Os doentes oncológicos apresentam diferentes estádios de doença: doença precoce, estádio 1 a 2, ou em fase avançada, estádio 3 e 4.

O estudo verificou que "cerca de 58% dos doentes oncológicos conseguiram criar anticorpos e defender-se do vírus, independentemente da sua doença oncológica, do tipo de neoplasia e do estádio de gravidade". Miguel Esperança Martins, o primeiro autor do estudo, realça que "todos os doentes, que foram tratados da mesma forma para o SARS-CoV-2, reagiram bem aos tratamentos".

"Quando começámos a ver estes doentes, a tratá-los e a acompanhá-los, sentimos que havia algo a fazer e numa colaboração mais estreita com a investigação científica, pois sabemos que é esta relação entre prática clínica e ciência que nos permitirá, no futuro, prestar melhores cuidados de saúde", refere a especialista em Medicina Interna e professora catedrática que ajudou a montar o projeto, Catarina Mota.

"Começámos por selecionar doentes positivos ao SARS-CoV-2, internados no serviço, mas com alguma heterogeneidade em termos de gravidade clínica", explica. Ou seja, "doentes com sintomas ligeiros e com sintomas mais graves para fazermos a recolha de amostras em dois momentos diferentes, na altura da admissão e ao fim de sete dias, o que nos permitiu ter amostras biológicas de doentes numa fase ligeira da doença e já numa fase gravíssima, porque alguns evoluíram para cuidados intensivos", conclui DN que citaThe Oncologist. Foto: Estrutura do novo coronavírus, SARS-CoV-2.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project