LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Portugal: "Sãos e salvos" 7 pescadores de atuneiro ’7 mares’ afundado na Madeira 18 Agosto 2019

Um final feliz: os sete tripulantes do atuneiro "Sete Mares", que não estabelecia comunicação com o armador desde a manhã de quarta-feira, 14, foram resgatados por dois barcos da Marinha após um avião da FAP-Força Aérea Portuguesa avistar na tarde de sábado, 17, a respetiva balsa salva-vidas a 12 milhas da última localização obtida na quarta-feira antes de se perder a comunicação.

Portugal:

O mestre da embarcação, ouvido pela comunicação social à chegada ao porto do Funchal às vinte horas locais (menos duas em Cabo Verde) de sábado, relatou que "o mar estava muito agitado" e só tiveram tempo de saltar para o salva-vidas minutos antes de "o barco afundar às nove da manhã de quarta-feira".

Quatro dias e três noites estiveram à deriva, no mar do arquipélago, os sete pescadores — seis do Caniçal, dos quais três irmãos, e um do Machico — depois de saírem para a faina do atum na terça-feira. "Em quarenta anos, foi a primeira vez", relatou.

Entretanto, as famílias sobretudo no Caniçal, último cais de partida do "Sete Mares" na sua derradeira viagem, desesperavam e pediam mais meios de busca na quinta-feira.

Os meios mais especializados que partiram de Lisboa, "dois navios da Marinha, o patrulha Tejo e a lancha rápida Hidra”, só na sexta-feira à noite chegaram ao arquipélago, do grupo macaronésico tal como Cabo Verde.

O avião da FAP juntou-se às buscas na manhã de sábado. Ao fim de umas dez horas, fez o avistamento da balsa a dez milhas da Calheta e a 12 milhas a sudoeste do Cabo Girão, perto da Ponta do Pargo, na parte oeste da ilha da Madeira, que foi a última localização obtida na quarta-feira antes de se perder a comunicação. Na vila piscatória, focada pela imprensa desde sexta-feira, abriram-se garrafas de champanhe a celebrar (foto, em baixo do mapa que indica a Este o Caniçal).

Os tripulantes aguentaram todo este tempo, com os "muito escassos" meios de básica sobrevivência encontrados no salva-vidas. Mas "nunca perdemos a esperança de que nos iam encontrar", disse à comunicação social o mestre Gregório.

Indagado sobre o que vai fazer agora, respondeu: "Vou ter com a minha família. Depois vamos tratar dos papéis — porque perdemos tudo – para voltar à faina".

A tripulação do ‘Sete Mares’ afundado confirma que "o mau tempo começou de repente", o mar "muito agitado" com "ondas de cinco, seis metros". A descrição feita pela Marinha não corresponde à situação real que enfrentaram e lhes pôs a vida em risco.

Na véspera, a entidade responsável descrevia que "as condições meteorológicas e do estado do mar são normais, no máximo houve dois metros de ondulação. A embarcação é segura, nada faz crer que tenha sido o estado mar a fazê-la perigar. A embarcação pode ter tido alguma falha de energia e ter ficado à deriva. É uma das hipóteses e, se for assim, ficam sem possibilidade de contacto com o exterior".

Os sete madeirenses, afinal, soube-se pelos próprios no final feliz, ficaram sem comunicação porque a embarcação — de 13 metros e com "todas as vistorias em dia, e que inclui um mecanismo de localização de emergência, chamado EPIRBE, que trabalha a bateria, mas que não foi ativado manualmente" — afundou devido a uma "súbita tempestade".

Fontes: Rádio Renascença/TVI/RTP/DN/Jornal da Madeira.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau

blogs

publicidade

Newsletter

Abonnement

Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project