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Portugal: Estudo apresentado carateriza tecido associativo cabo-verdiano na actualidade em vários domínios 02 Julho 2022

A Federação das Organizações Cabo-verdianas em Portugal apresenta estudo que resulta da necessidade desse ter um documento sintético que caraterize o tecido associativo cabo-verdiano actual, em vários domínios, designadamente a dimensão, as suas atividades e projectos.

Portugal: Estudo apresentado carateriza tecido associativo cabo-verdiano na actualidade em vários domínios

O estudo “Associativismo Cabo-verdiano em Portugal: dinâmicas do presente e perspetivas para o futuro”, apresentado hoje no Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV) em Lisboa, por Jorge Malheiros e Ana Paula Beja Horta, coordenadores do estudo, teve o apoio do Ministério das Comunidades e da Embaixada de Cabo Verde em Portugal.

“Este estudo resulta da necessidade de ter um documento sintético que caraterize o tecido associativo cabo-verdiano em Portugal na actualidade, considerando vários domínios, designadamente a dimensão das associações (número de sócios, destinatários, voluntários)”, justificou a Federação das Organizações Cabo-verdianas (FOCV).

Segundo a presidente da FOCV, Felismina Mendes, outros domínios têm a ver com as suas actividades e projectos, as lideranças, a área geográfica de incidência, a natureza jurídica, o nível de organização, a rede de contactos e parcerias institucionais e a própria sustentabilidade orgânica e financeira.

Segundo a mesma fonte, o estudo justificou-se, também, porque neste momento, o contexto migratório português é “substancialmente” diferente daquele que caracterizou o primeiro decénio do século XXI, “intensificando-se” os riscos associados a “crises profundas” de natureza diversa, nomeadamente económica, social, pandémica.

Para Jorge Malheiros, o associativismo em Portugal é “fundamental” para os cabo-verdianos e para a emigração em Portugal, sendo que em termos sociais, cívicos e políticos, é um “activo fundamental da comunidade cabo-verdiana”.

O apresentador sublinhou que a emigração cabo-verdiana está hoje num quadro diferente dos anos 80, com um processo de modernização nos últimos 20 anos, mas que a concentração geográfica “mantem-se”, já que um terço de cabo-verdianos regularizados em Portugal residem nos concelhos de Amadora e Sintra, mas que o associativismo continua a desempenhar “um trabalho de proximidade a nível do bairro e do município”.

Por sua vez, Ana Paula Beja Horta, sublinhou que o associativo cabo-verdiano em Portugal responde às diferenças conjunturais e políticas de integração no país de origem, assim como o percurso de associativo tem uma relação de “travejamento” com a diáspora cabo-verdiana

“Quando olhamos para o percurso do movimento associativo cabo-verdiano identificamos o esforço de integrar outras plataformas e instituições mais abrangentes”, frisou.

Já o embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro, ao presidir à abertura do evento, lembrou que o associativismo cabo-verdiano neste país europeu tem um “significado muito importante”, sem esquecer que é um movimento muito antigo.

Segundo o diplomata, o cabo-verdiano sempre teve o “espírito de entre-ajuda”, em que as pessoas se associam com “muita facilidade, juntando os seus esforços para ajudar uns aos outros, tendo também um papel de intermediação e de ajuda às autoridades públicas, dando um conhecimento “mais qualificado da própria realidade”.

“Eventualmente, fica sempre um ou outro aspecto que possa ser melhorado e que tem a ver com a dificuldade de intercomunicação, de articulação e de se trabalhar em rede e influenciar a capacidade de influenciação junto das autoridades”, mencionou.

Ao presidir à apresentação do estudo a partir de Cabo Verde, o ministro das Comunidades, Jorge Santos, considerou que o documento constitui um instrumento “privilegiado” para quem quer conhecer o associativos cabo-verdiano em Portugal que tem uma longa história, com um contributo “inestimável” para os dois países.

A apresentação do estudo “Associativismo Cabo-verdiano em Portugal: dinâmicas do presente e perspetivas para o futuro” marca as comemorações do 47º aniversário da independência nacional, assinalado a 05 de Julho. A Semana com Inforpress

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