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Portugal: Governo em reação à onda de revolta pelo "bárbaro" homicídio de estudante cabo-verdiano garante que "responsáveis serão identificados e levados à justiça" 07 Janeiro 2020

O governo português comunica, em nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros, na segunda-feira, 6, que lamenta "a bárbara agressão de que resultou a morte" do estudante Luís Rodrigues e garantiu que "os responsáveis serão identificados e levados à justiça". A reação surge depois de o PAICV, o maior partido da oposição, ter no domingo, 5, exigido explicações ao Governo português.

Portugal: Governo em reação à onda de revolta pelo

A onda de reações indignadas pela morte no dia 31 do estudante cabo-verdiano Luís Giovani dos Santos Rodrigues — dez dias depois de ter sofrido uma agressão, à saída de um estabelecimento de diversão noturna de Bragança, cidade do extremo nordeste de Portugal — levou quer a Polícia Judiciária a comunicar que está a investigar o caso, quer o Governo português a garantir que "os responsáveis serão identificados e levados à justiça".

Os inspetores da PJ avançaram já com a tese de que a agressão que levou à morte de Luís Rodrigues se deveu a um "motivo fútil". Com base no exame das imagens das câmaras de vigilância da discoteca, a investigação descartou a hipótese de o ódio racial ter motivado o crime que vitimou o cabo-verdiano de 21 anos, que estudava no Instituto Politécnico de Bragança e foi agredido à porta de uma discoteca por um grupo de cerca de 15 pessoas no dia 21 de dezembro.

A autópsia por seu turno foi inconclusiva, não esclarecendo se a morte de Luís foi provocada pela agressão ou pela queda que sofreu depois quando caminhava no centro da cidade.

PAICV pede explicações, líder do Livre indigna-se

"Morreu no dia 31 de dezembro e até ao momento ninguém foi preso. Foram 15 agressores, de acordo com testemunhas! Será que alguém pagará por tamanha barbaridade?”, questionou Janira Hopffer Almada, a líder do PAICV, numa nota divulgada no domingo.

Também no domingo, a deputada Joacine Moreira manifestou "consternação" e "repúdio" pelo homicídio e frisou que ao contrário de outros crimes, este não teve a necessária divulgação noticiosa.

A deputada do Livre pede justiça porque é "a história da sociedade portuguesa e da sua incapacidade de ver e sentir como iguais os negros e negras deste país ou que cá se estabelecem para estudar ou trabalhar".

Fontes: Lusa/ DN/arquivo. Foto: Luís Giovani dos Santos Rodrigues morreu no dia 31-12 aos 21 anos.

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