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Portugal: Grupo de acção cívica quer começar a ajudar os mais vulneráveis em Cabo Verde esta semana 29 Agosto 2022

O Grupo de Acção Cívica pela Segurança Alimentar e Nutricional (GACSA) quer iniciar esta semana a ajudar os que mais sofrem em Cabo Verde com a situação das sucessivas secas, pandemia e guerra na Ucrânia.

Portugal: Grupo de acção cívica quer começar a ajudar os mais vulneráveis em Cabo Verde esta semana

Em declarações à Inforpress, em Lisboa, a coordenadora do GACSA, Ângela Coutinho, explicou que a ideia de ajudar surgiu porque os elementos do grupo depararam-se preocupados com a situação de insegurança alimentar das pessoas em Cabo Verde, que tem sido “severamente” atingido pelas crises, neste momento crítico que o mundo atravessa.

O GACSA, que começou a “dar os primeiros passos” no mês de Junho quando Ângela Coutinho, que reside em Portugal, viajou para Cabo Verde em missão de serviço, fez alguns contactos na Praia e no Mindelo e também com autoridades nacionais e internacionais, para ter uma melhor percepção do problema e pensar em acções de grupo que pudessem ser desencadeadas, envolvendo muito mais a diáspora.

O Grupo, que se assume como independente a nível partidário, já lançou um primeiro projecto, de carácter emergencial, que consiste numa campanha de apadrinhamento de famílias vulneráveis, com membros portadores de deficiência e as de idosos isolados, às quais irá oferecer uma cesta básica mensal que assegurará uma alimentação “adequada e digna”, nos concelhos apontados pelas instituições como sendo os mais afetados pela insegurança alimentar aguda.

“As cestas básicas que já foram definidas devem começar a ser distribuídas ainda esta semana. Os padrinhos que já temos, alguns já fizeram transferência das verbas e devemos arrancar com o primeiro concelho que poderá ser o município da Praia”, explicou, contando que o grupo já está pronto para iniciar.

Porto Novo, São Domingos, Ribeira Grande de Santiago, Santa Cruz e São Vicente são outros concelhos identificados como sendo os mais atingidos pela insuficiência alimentar aguda.

As sucessivas secas e o aumento dos preços dos bens de primeira necessidade em consequência da guerra na Ucrânia, segundo Ângela Coutinho, “fragilizaram sobremaneira” as condições de vida de muitos dos concidadãos, sendo que neste momento, segunda a CILSS, 30 por cento (%) da população em Cabo Verde vive uma situação de insegurança alimentar aguda em Agosto e 10% em insuficiência alimentar aguda.

O grupo de cidadãos, residentes no País e na diáspora, foi constituído com o intuito de procurar formas “rápidas e eficazes” de estender uma mão solidária àqueles que, auferindo fracos rendimentos, estão impedidos de trabalhar, devido à idade avançada ou por terem de cuidar de portadores de deficiência.

“O que para nós é muito importante, é pedir a intervenção dos cabo-verdianos, pedir ajuda entre nós nacionais, que estamos em Cabo Verde ou fora, temos que mostrar a todos e a nós próprios que conseguimos, com as dificuldades que cada um enfrenta (…). Estamos a pedir 10 euros ou mil escudos por mês, uma vez, ou durante três, seis ou 12 meses, e com todos os contributos ver quantas famílias podemos apoiar”, frisou.

Até ao momento já foram estabelecidas diversas parcerias com as instituições nacionais e locais e com Organizações Não Governamentais (ONG) que estão já a actuar no terreno, assim como com organismos internacionais e organizações da diáspora, sendo que cada concelho terá um grupo local de voluntários que estará encarregue da aquisição e da entrega das cestas básicas às famílias.

Também com a parceria da Federação das Associações Cabo-Verdianas em Portugal, o grupo pretende alcançar o número máximo de famílias que conseguir e espera poder rapidamente estender esta acção emergencial a todas as ilhas e concelhos.

Para além da historiadora e investigadora Ângela Coutinho, os mentores do grupo são o professor universitário Abel Djassi Amado (EUA), o economista Avelino Bonifácio, a socióloga Crispina Gomes Rodriguez, o presidente da ADAD, Januário Nascimento, a médica aposentada Maria Filomena Rodrigues Araújo e o jornalista Luís Carvalho (Cabo Verde).

Participaram também activamente em muitas das primeiras reuniões, Filinto Elísio, residente em Lisboa e Pierre Franklin Tavares, residente em Paris.

A conta bancária onde podem ser depositadas as ajudas é no Banco Comercial do Atlântico com o NIB: 000300008951751810176, IBAB: CV64000300008951751810176 e SWIFT: BCATCVCV. O GACSA pode ser ainda contactado através da sua página oficial no Facebook ou e-mail gacsan2022@gmail.com

A Semana com Inforpress

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