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Portugal: Infanticídio-suicídio em Grândola foi vingança do pai alemão contra mãe britânica— "Começou agora o teu inferno" 12 Novembro 2021

A Grândola vila morena seduziu-os e estavam a construir ali a sua casa de sonho, mas tudo desmoronou e no domingo o pai matou o filho de três anos, pegou fogo ao carro e suicidou-se. Já tinha ameaçado que o faria para vingar-se da mulher que pediu o divórcio três meses depois da separação devido a episódios de violência doméstica.

Portugal:  Infanticídio-suicídio em Grândola foi vingança do pai alemão contra mãe britânica—

A imprensa, portuguesa e inglesa, relata que o pai — que ficou em Grândola a histórica ’vila morena’ enquanto ela mudou para Lisboa — foi buscar a criança em 30 de outubro para passar o fim de semana prolongado e regressar na segunda-feira 1. Mas à noite a criança não tinha regressado e a mãe apresentou queixa à polícia.

Nos dias seguintes e enquanto decorriam as buscas, a estilista inglesa Phoebe Arnold registou queixas junto das autoridades sobre as ameaças de que ela se arrependeria, se não voltasse à casa de onde saiu em julho.

"Começou agora o teu inferno", disse Weisshaar num dos emails que enviou à ex-mulher e mãe da criança, durante os dias, de 1 a 7 deste mês, em que esteve desaparecido com o filho, Tasso de três anos, em Grândola.

Os corpos — o do menino calcinado dentro do carro, o do pai a curta distância com um tiro de "pistola antiga usada nos duelos do século XIX" — foram encontrados por caçadores na serra próxima à vila.

Família em Londres

"Estamos de coração partido. Perdemos Tasso, de uma maneira tão trágica. Ele era um menino muito amado, não podia ser mais amado". A família de Phoebe em Inglaterra ouvida pelo Daily Mail contou que o casal e o filho mudaram para Portugal em 2020 "há quase dois anos", a fugir da pandemia no Reino Unido.

Fixaram-se no município alentejano a 117 km de Lisboa. Estavam a construir a sua "casa de sonho" — uma antiga escola que compraram para reformar —, até que tudo começou a desmoronar.

Polícia investigava VBG

Segundo o Daily Mail, a separação teve na base "vários episódios de violência doméstica", segundo testemunhou a ama portuguesa que vivia com a família em Londres e depois em Grândola.

A GNR-Guarda Nacional Republicana de Setúbal confirmou que a sua secção especializada em violência doméstica tinha aberto "há vários meses, um processo sobre as denúncias feitas pela esposa contra o marido".

Fontes: JN.pt/ DN.pt/Daily Mail/The Sun/SIC. Relacionado: França: 70 % dos infanticídios cometidos por mãe ou próxima, 21.fev.019.

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