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Portugal: Investidor mandou incendiar prédio para expulsar inquilinos, 1 morreu 19 Mar�o 2021

O empresário chinês Chenglong Li foi condenado hoje (quinta-feira, 18) a 25 anos de prisão, pelo homicídio de António Gonçalves, que morreu carbonizado, em 2019, no incêndio do prédio onde vivia, no centro da cidade do Porto. O investidor contratou pessoas para incendiarem o prédio na mira de desalojar os inquilinos.

Portugal: Investidor mandou incendiar prédio para expulsar inquilinos, 1 morreu

O tribunal absolveu os portugueses Alberto Abreu, Nuno Marques e Hugo Tavares do crime de homicídio. Mas condenou-os a nove meses de prisão pelo crime de extorsão na forma tentada.

O tribunal ilibou a esposa do empresário, Wen Ni. Ela estava apenas acusada do crime de branqueamento de capitais, por ter enviado o lucro de c.600 mil euros para a China com uma procuração de Li preso. O banco suspeitou e acionou o Ministério Público.

Tudo começou em dezembro de 2016, quando Chenglong Li comprou no centro do Porto um prédio por 645 mil euros, com o objetivo de o revender rapidamente e com a maior margem de lucro.

Em novembro de 2018, celebrou um contrato-promessa para vender o imóvel por 1,2 milhão de euros.

Mas uma inquilina, que ali residia com os seus três filhos há cerca de meio século, recusou sair do prédio. A moradora Maria Mendes Oliveira, à data com 80 anos (atualmente falecida), recusou todas as ofertas do empresário para sair.

O investidor Li decidiu recorrer ao fogo-posto para desalojar os últimos inquilinos. Para isso, terá contratado os três portugueses acima referidos. No entanto, para o tribunal ficou claro que eles não tiveram parte ativa no crime.

Pergunte-se: Se não foram eles que incendiaram o prédio, quem foi? Nenhum dos órgãos de imprensa esclarece.

O que se informa é que após uma primeira tentativa, em fevereiro de 2019, que falhou, o prédio foi incendiado no mês seguinte. Os inquilinos puderam sair com vida. Porém desconheciam que um quinto morador António Gonçalves, de 55 anos, permanecia no sótão do prédio. Encurralado pelas chamas, esse morador morreu e foi encontrado já carbonizado.

Fontes: DN/JN/TVI. Relacionado: Portugal: Jovem empresário mandante de incêndio de prédio no Porto com vítima mortal, vendeu-o quando estava preso e tentou remessa para a China, 16.jan.020 Fotos: O empresário chinês, de 25 anos à data do crime. O prédio destruído pelo fogo-posto.

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