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Portugal: Justiça condena governo a limpar palácio Burnay ligado às ex-colónias 30 Mar�o 2022

A justiça acionada por uma ong, Fórum Cidadania Lx, considerou haver indícios "com forte intensidade" de violação dos deveres constitucionais de proteção do património nacional. Por isso, a sentença esta segunda-feira 28, obriga o governo a limpar o interior do edifício num prazo de 30 dias.

Portugal: Justiça condena governo a limpar palácio Burnay ligado às ex-colónias

O Palácio Burnay contíguo ao Hospital Egas Moniz (antigo Hospital do Ultramar) sediou durante décadas o ISCSP-Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, depois de ter estado ligado desde a década de 1940 à formação de quadros de e para as colónias do império português de Minho a Timor.

Mais além vai a referência ultramarina do palácio da rua Junqueira, e que inclui terrenos contíguos que hoje sediam o hospital que era referência para os ultramarinos (com o nome acima referido).

A referência ultramarina inclui os Burnay, proprietários que venderam o edifício ao Estado. Descendentes de um francês cuja primeira comparência na história ultramarina de Portugal acontece no reinado de dom Luís (1838-89) — lembrado na praça homónima no Mindelo.

Esse francês Burnay, aproveitando a janela de oportunidade aberta com a aproximação à França saudosa da monarquia (e que foi sinalizada anos depois com o matrimónio de dom Carlos e Amália de Orleães), fez um contrato da urzela cabo-verdiana e a partir daí aparece em vários contratos com a monarquia portuguesa relativos ao Ultramar.

Fontes: Bibliográficas/Relatos da diáspora em Lisboa.

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