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Portugal: Marchas em homenagem a jovem cabo-verdiano em várias cidades 07 Janeiro 2020

Várias marchas de homenagem ao estudante cabo-verdiano que morreu a 31 de dezembro foram convocadas, para sábado, nas redes sociais, por estudantes cabo-verdianos em Portugal, uma das quais marcada para Bragança (ver foto principal) e à qual se associa o Instituto Politécnico local.

Portugal: Marchas em homenagem a jovem cabo-verdiano em várias cidades

Lisboa, Porto e Coimbra são outras capitais de distrito para as quais estão programadas marchas e vigílias de homenagem a Luís Giovani.

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Orlando Rodrigues, informou esta segunda-feira que a instituição associa-se no sábado à marcha de solidariedade pelo estudante cabo-verdiano morto para mostrar que esta é "uma região de paz e segurança".

O responsável entende que foi "um ato isolado e tresloucado" a agressão que levou à morte do jovem, de 21 anos, Luís Giovani Rodrigues, que tinha chegado há pouco tempo à região para estudar na escola de Mirandela do Instituto Politécnico de Bragança.

O presidente afirmou à Lusa que toda a direção do IPB estará presente na marcha de Bragança e o próprio só não estará se a data coincidir com o funeral do jovem em Cabo Verde, onde pretende deslocar-se para acompanhar as cerimónias.

O corpo do estudante cabo-verdiano ainda está em Portugal à espera de ser trasladado, o que deverá acontecer até ao final da semana.

A marcha de homenagem sairá pelas 15:00 de sábado do campus do politécnico com trajeto pela Praça da Sé até à Catedral, onde será celebrada missa pelo bispo de Bragança-Miranda, José Cordeiro.

O CRIME

O estudante cabo-verdiano foi encontrado ferido numa rua de Bragança na madrugada de 21 de dezembro e morreu 10 dias depois, num hospital do Porto.

O caso do estudante cabo-verdiano chegou às autoridades de Bragança como um possível alcoolizado caído na rua sem menção a agressões ou ferimentos.

Só depois de chegar ao local e avaliar a vítima é que a equipa de emergência descobriu um ferimento na cabeça e "verificou que se tratava de um possível traumatismo craniano".

O jovem estava caído na Avenida Sá Carneiro, junto a uma loja (a W52), mais de meio quilómetro e alguns minutos a pé do bar Lagoa Azul onde terá estado com um grupo de amigos e onde terá começado uma desavença apontada como a origem da agressão.

O ESCLARECIMENTO DO BAR

O bar publicou nas redes sociais um esclarecimento a confirmar que na madrugada do dia 21 de dezembro, "por razões desconhecidas, dois clientes envolveram-se em confrontos no bar".

"Nenhum dos envolvidos neste confronto era o Luís Giovani Rodrigues", refere, lamentando a morte do jovem. Soube-se mais tarde que um dos envolvidos fazia parte do grupo com quem Giovani tinha saído.

A ALEGADA DESAVENÇA

Um primo da vítima contou ao jornal "Contacto" que a desavença terá começado por um dos amigos de Giovani ter tocado numa rapariga e o namorado não ter gostado.

Segundo o mesmo, quando o grupo de Giovani saiu do bar era aguardado por vários elementos "com cintos, paus e ferros" que terão agredido o elemento envolvido na desavença com a rapariga.

O mesmo relato indica que Luís Giovani terá intervindo para parar a contenda e foi atingido com "uma paulada na cabeça", o que terá feito o grupo dispersar.

O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária que ainda não revelou se há suspeitos, mas que aponta para "um motivo fútil" na origem do caso e afasta a tese de ódio racial, segundo avança o jornal Público. O diário indica também que "a autópsia foi inconclusiva, não esclarecendo se a morte foi provocada pela agressão ou pela queda" na rua, onde o jovem foi encontrado inanimado. Fonte: Lusa

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