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Portugal: Noviças ’escravizadas’ exigem 900 mil euros a responsáveis de convento 03 Janeiro 2020

Cinco jovens recolhidas no centro religioso da ’Fraternidade Missionária Cristo-Jovem’, sob responsabilidade da arquidiocese de Braga, no extremo norte de Portugal, exigem o total de 900 mil euros de indemnização pelos maus-tratos e escravatura de que, alegam, foram vítimas e pelo trabalho não pago que foram obrigadas a fazer pelo padre da foto e a religiosa responsável da congregação.

Portugal: Noviças ’escravizadas’ exigem 900 mil euros a responsáveis de convento

As cinco jovens entraram na congregação para seguir uma vida dedicada a Cristo, mas ao invés de encontrarem a paz no convento foram alvo de "tortura física e psicológica", segundo depoimentos ouvidos no tribunal de Famalicão nas vésperas do Natal.

Em 2015 fugiram. Pouco depois, iniciaram um processo-crime em tribunal contra o padre Joaquim Milheiros, na foto, ao centro, e a madre superiora, Arminda, ambos com idades a rondar os 80 anos. Os dois eram desde 1989 os responsáveis da congregação.

A página cibernética da Arquidiocese de Braga informa que se trata de uma "Associação de Fiéis com estatutos aprovados a 24 de Janeiro de 1978", que "nasceu de um movimento para jovens". Em 1989 foi inaugurado o edifício em Requião, Vila Nova de Famalicão, conhecido por "Convento" e instalado numa propriedade de quatro hectares, totalmente murada.

No processo-crime em curso, que o Jornal de Notícias consultou, as "noviças" exigem uma compensação pelas "privações, agressões e humilhações" que lhes foram infligidas e pedem indemnização também pelos anos de trabalho "sem contrapartida monetária e material".

Em 2016, um ano depois de despoletado o processo-crime, a arquidiocese de Braga afastou os dois responsáveis sob investigação e decidiu nomear um novo padre para acompanhar a ’Fraternidade Missionária Cristo-Jovem’, instalada na freguesia de Requião, concelho de Famalicão, há trinta anos.

Segundo o Jornal de Notícias, o padre Milheiros desde 2016 passou a viver na casa sacerdotal de Braga. Também a irmã Arminda, definitivamente afastada da instituição, está a ter acompanhamento psiquiátrico. Às demais religiosas foi dado o direito de "decidir se querem ou não ali continuar".

Fontes referidas.

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