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Portugal: PM Costa ’grato’ por fábrica de vacinas no interior norte 27 Abril 2021

Esta segunda-feira 26, o primeiro-ministro português visitou as obras da fábrica de vacinas anti-Covid que a farmacêutica espanhola Zendal está a instalar em Paredes de Coura, no norte de Portugal. António Costa afirmou-se "grato" pelo investimento espanhol que vai ajudar a combater a "enorme fragilidade" da Europa em termos de produção de medicamentos.

Portugal: PM Costa ’grato’ por fábrica de vacinas no interior norte

O chefe do governo sublinhou que a novel unidade fabril, pensada há três anos, muito antes da pandemia de Covid-19, é um exemplo para que Portugal olhe para a fronteira com Espanha "não como uma barreira, mas sim como uma oportunidade".

"É muito importante que esta fábrica exista", porque "significa aumentar a capacidade na Península ibérica e na Europa de produção de vacinas. O conjunto da Europa tem uma capacidade limitada de produção de vacinas, isto é uma enorme fragilidade", vincou Costa.

O chefe do executivo lembrou que as vacinas "vão ser crescentemente importantes no futuro" e sublinhou que "este investimento não foi pensado por causa da pandemia, está a ser feito para preparar o futuro",

"Muito provavelmente, vamos conseguir vencer a pandemia antes de esta fábrica estar concluída. Enfatizou ainda que a fábrica, além de vacinas, vai também criar empregos "altamente qualificados" — prevê-se na fase de arranque 30 postos de trabalho.

Zendal investiu 15 ME

A farmacêutica Zendal foi notícia há meio ano quando a americana Moderna encarregou a empresa de produzir a vacina para o mercado da União Europeia.

A produção iniciou-se em dezembro último na filial Biofabri da Zendal, também em Porriño.

O grupo Zendal sediado em Porriño, Pontevedra na Galiza, tem vindo a expandir-se em Espanha e agora investe quinze milhões em Portugal, ali tão perto. Paredes de Coura, no distrito de Viana do Castelo, dista apenas trinta quilómetros da sede da Zendal, no outro lado da fronteira.

"Reinventar a geografia"

Costa defendeu que é necessário "reinventar a geografia", para que o interior — a parte do território nacional que está mais perto da fronteira com Espanha — deixe de ser "as traseiras de Portugal" e passe a assumir-se como "uma centralidade no mercado do ibérico".

"O interior não pode ser as traseiras de Portugal, tem de ser uma centralidade no mercado do ibérico, porque assim deixamos de estar a falar para 10 milhões de portugueses e passamos a falar para 60 milhões de consumidores que é o total do mercado ibérico", sublinhou.

Fontes: . Foto (Lusa): No dia seguinte às comemorações do 25 de abril, o primeiro-ministro português visitou as obras da nova fábrica da Zendal em Paredes de Coura, no norte de Portugal.

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