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Portugal: Petição para deportar Bá do SOS-Racismo — que contestou funeral de Estado de Marcelino Mata— conta 15 mil assinaturas em 48 H 18 Fevereiro 2021

O funeral de Estado do tenente-coronel Marcelino da Mata, o militar mais condecorado da história do Exército Português, realizou-se com a participação do Chefe de Estado e de altas patentes militares na quinta-feira, 11. No dia seguinte, o ativista Mamadou Bá reagiu ao "voto de pesar" — que o CDS-PP apresentara no parlamento — com referências depreciativas ("sanguinário", ) ao militar falecido. Desde domingo, 14 uma petição online à Assembleia da República requer "a expulsão de Portugal de alguém que não se sente bem em Portugal nem com a nossa cultura e valores. Que esta expulsão sirva de exemplo".

Portugal: Petição para deportar Bá do SOS-Racismo — que contestou funeral de Estado de Marcelino Mata— conta 15 mil assinaturas em 48 H

Em quarenta e oito horas, quinze mil pessoas tinham aderido à petição pública online contra Mamadou Bá: "Serve a presente petição pública para que a Assembleia da República vote favoravelmente pela expulsão de Portugal de alguém que não se sente bem em Portugal nem com a nossa cultura e valores. Que esta expulsão sirva de exemplo", lê-se no site "peticaopublica.com", que conta com 18 mil assinaturas, pelas 16:40 horas.

Em Portugal, "qualquer petição subscrita por um mínimo de 1.000 cidadãos é, obrigatoriamente, publicada no Diário da Assembleia da República e os peticionários são ouvidos em sede de comissão parlamentar e, caso haja mais de 4.000 cidadãos subscritores, a mesma tem de ser apreciada em reunião plenária da Assembleia da República".

Os peticionários reclamam que o ex-assessor parlamentar do BE e dirigente da associação SOS-Racismo "proferiu declarações caluniosas na [rede social] Twitter contra o militar mais condecorado da História portuguesa, o tenente-coronel Marcelino da Mata, um dia depois do seu falecimento", aos 80 anos, vítima de Covid-19.

Segundo o ativista Ba, o militar natural da Guiné Portuguesa (hoje Guiné-Bissau) e fundador da tropa de elite "Comandos" (cuja boina vermelha Marcelino Mata ostenta na foto) terá declarado que nunca entregou "um turra" (calão para combatente independentista africano) à PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado do regime fascista de Salazar). Em vez disso, "cortava-lhes os tomates, enfiava-lhos na boca, e ficava ali a vê-los morrer".

Prossegue o senegalo-português de 47 anos, vinte e três dos quais a viver em Portugal: "Queixam-se do uso displicente do qualificativo ’fascista’ e refutam a filiação ideológica ao fascismo. Mas investem na homenagem a figuras sinistras como Cónego Melo, Kaúlza de Arriaga e Marcelino da Mata. Marcelino da Mata é um criminoso de guerra que não merece respeito nenhum", publicou ainda Mamadou Ba.

Fontes: DN/RTP/Lusa. Fotos (Lusa/Facebook/sites institucionais): Funeral com honras de Estado, no cemitério de Queluz. Amadou Bá, fundador de SOS-Racismo. O falecido Marcelino Mata.

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