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Portugal: Polícia em greve de fome foi hospitalizado ao 4º dia — Sem atenção de PR nem PM nem MAI 19 Mar�o 2019

O presidente do Sindicato Unificado da PSP-Polícia de Segurança Pública, que iniciou na terça-feira, 12, uma greve de fome, em frente ao Palácio da Presidência da República, Belém, Lisboa, teve de ser transportado para o hospital e os dirigentes sindicais decidiram terminar o protesto, disse uma fonte sindical à Lusa no domingo, 18.

O sindicalista Peixoto Rodrigues estava em greve de fome há quatro dias em frente à sede da Presidência da República de Portugal, “em defesa dos profissionais da polícia e para exigir garantias do Governo em resposta a várias reivindicações”.

No primeiro dia de greve, tinha sido recebido por duas assessoras do presidente da República. Foi-lhe então explicado que as reivindicações eram da competência do chefe do governo e não do chefe de Estado.

Nesse mesmo dia, a Presidência da República publicou uma nota em que informava que a "Casa Civil recebeu, esta tarde, os elementos da FENPOL - Federação Nacional dos Sindicatos de Polícia, que se encontram em frente ao Palácio de Belém".

O sindicalista Peixoto Rodrigues abriu nesse dia os noticiários. Nos três dias seguintes foi noticiada a greve, mas com o tempo de antena a diminuir até chegar a segundos.

Na sexta-feira, ao final do dia, tinham-se acentuado os “sinais de cansaço” e, começou a sentir alguma fraqueza nas pernas, mas quis permanecer no local. Os colegas que o têm acompanhado começaram a alarmar-se quando “ao longo da noite começou a ficar com bastantes dores de cabeça, muita sonolência e uma aparente descoordenação da fala”.

Decidiram chamar o 112 “para perceber se a sintomatologia estaria associada ao facto de ele não estar a ingerir alimentos sólidos”, relatou à agência Lusa o presidente da Federação Nacional dos Sindicatos da Polícia (Fenpol), Pedro Magrinho, acrescentando que o INEM conduziu Rodrigues ao hospital para fazer um conjunto de exames, e no dia seguinte continuava internado.

Os colegas decidiram então “levantar todo o material que estava no local para tentar desta forma que não continuasse a colocar a sua própria saúde em risco. Ao tirarmos o nosso apoio do local também seria uma forma do Peixoto Rodrigues perceber que as coisas têm algumas limitações e não basta ele querer continuar, tem que perceber que os colegas não querem que ele continue, porque esta não será a forma de continuar atrás dos direitos dos polícias, beliscando a própria integridade física”, salientou Pedro Magrinho.

Os profissionais da PSP contestam, entre outros, o incumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo que condenou o Estado a pagar os suplementos remuneratórios desde 2010 durante os períodos de férias.

Presidente da República e a gestão das reivindicações de Enfermeiros, Polícias…

O "Presidente Marcel"o tem demonstrado habilidade na gestão das reivindicações de profissionais. Quando o querem meter ao barulho, como aconteceu com os dois casos de grevistas de fome acampados frente ao Palácio da Presidência, ele tem compromissos outros e envia a Casa Civil.

No caso do enfermeiro em greve de fome, lê-se no site da presidência portuguesa que “o Presidente da República, de Madrid onde hoje se deslocou, continua a acompanhar a situação relativa aos enfermeiros, como tem aliás declarado publicamente. Depois de solicitada uma audiência pela Direção do SINDEPOR, presidida pelo Sr. Enfermeiro Carlos Ramalho, esta foi de imediato recebida pela Casa Civil da Presidência da República”.

Fontes: Lusa/DN.pt/Site da Presidência Portuguesa

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