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Portugal: Polícias investigados por ’uso excessivo da força’ contra família de 5 no ’Jamaica’ Seixal onde vivem cabo-verdianos 30 Mar�o 2019

Um agente e o chefe da equipa de ’Intervenção Rápida’ são alvo de processos disciplinares devido à atuação a 20 de janeiro no bairro da Jamaica, concelho do Seixal, área da Grande Lisboa, onde vivem muitos cabo-verdianos e outros cidadãos dos restantes países da CPLP. A informação do MAI-Ministério da Administração Interna acrescenta que a investigação estará concluída na segunda semana de abril, "quinze dias úteis após a conclusão do processo de inquérito", a 22 de março.

Portugal: Polícias investigados por ’uso excessivo da força’ contra família de 5 no ’Jamaica’ Seixal onde vivem cabo-verdianos

As fontes referem que mais polícias terão processos disciplinares, já pelo facto de as averiguações terem tido um prazo alargado de mais "quinze dias úteis após a conclusão do processo de inquérito" aos dois polícias.

Recorde-se que no domingo, 20 de janeiro, ocorreu um confronto entre polícias e residentes no bairro da Jamaica, no concelho do Seixal, distrito de Setúbal, onde vivem muitos cidadãos da CPLP, principalmente cabo-verdianos.

O incidente dessa manhã de domingo, como revelam imagens captadas por videoamador, foi de alta tensão entre moradores no bairro da Jamaica e a polícia, com uma família a acusar a polícia de agressão. Foram hospitalizados seis feridos sem gravidade, cinco moradores e um polícia.

A fonte da PSP dá outra versão: a equipa de intervenção rápida da PSP de Setúbal ao chegar cerca das 07:30 de domingo, devido a "uma desordem entre duas mulheres", foi "recebida com pedras", "umas das quais atingiu um agente"

Segundo a fonte da PSP, citada pela agência Lusa, o agente "ferido na boca", teve de receber assistência no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

Segundo relatos posteriores, designadamente do hospital de Almada onde foram atendidos, houve mais cinco feridos, também sem gravidade, entre os moradores do bairro.

Manifestação em Lisboa contra discriminação racial e violência policial degenerou
As pessoas residentes no bairro — maioritariamente habitado por nacionais angolanos — receberam a visita de dois representantes consulares de Angola, bem como, da SOS Racismo — organização com a qual prepararam um protesto junto do MAI.

Esta segunda-feira à tarde, um grupo de moradores no bairro — em número de cem, ou de duzentos dependendo das fontes — após ter estado às 16:30 em no Ministério da Administração Interna, encontrava-se às 18horas na Avenida da Liberdade, quando a polícia interveio com violência.
A versão da PSP é que intervieram quando os manifestantes ocuparam as faixas centrais e impediram a circulação rodoviária. Então, viaturas civis e da polícia foram apedrejadas, pelo que os agentes tiveram de efetuar disparos com projéteis de borracha para o ar e detiveram quatro moradores do Bairro.

Esta versão dos factos é contrariada por um manifestante, que em declarações à SIC defendeu que o protesto dos moradores estava a decorrer de forma pacífica, até que, alegadamente, as autoridades começaram a disparar balas de borracha de forma indiscriminada.

As televisões mostraram que, cerca das vinte horas, havia um forte aparato policial na zona do final da Avenida da Liberdade e na Praça do Rossio. Mas o porta-voz da polícia confirmou que estava "tudo calmo" e a "cidade segura".

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Fontes: Televisões/Sapo/Diário de Notícias. Toto: Presidente Marcelo levou afeto ao Jamaica. https://www.asemana.publ.cv/?Portugal-Tensao-entre-policia-e-residentes-de-bairro-’Jamaica’-Grande-Lisboa-faz- 6 feridos, 22.jan.2019 LS

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