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Portugal: Presidente recebe Svetlana Tikhanosvskaia, opositora do regime de Lukashenko pró-russo 17 Junho 2022

"O Presidente da República recebeu hoje a política independente bielorrussa Sviatlana Tsikhanouskaya, em visita a Portugal", lê-se no site da presidência portuguesa. A opositora ao regime de Lukashenko vive desde agosto de 2020 exilada na Lituânia, depois de ameaçada por alegar que venceu a presidencial de 8.8.2020.

Portugal: Presidente recebe  Svetlana Tikhanosvskaia, opositora do regime de Lukashenko pró-russo

A Bielorrússia assistiu em maio de 2020 a um amplo movimento de contestação ao presidente Lukashenko que concorria ao sexto mandato. Svetlana Tikhanovskaya (foto), de 37 anos liderava essa oposição ao regime apoiado pela Rússia (Bielorrússia: 6º mandato do presidente "paizinho" desafiado por professora que lidera sondagens, 08.ago.020).

As sondagens tinham vindo a indicar que a professora liceal e intérprete ia vencer a eleição presidencial de agosto. Mas a 10 de agosto, a comissão eleitoral proclamava a vitória de Lukashenko com 80 por cento.

Svetlana Tikhanovskaya alegou fraude. A UE-União Europeia pediu a recontagem. Entretanto os apoiantes de Tikhanovskaya eram agredidos e detidos pela polícia.

Três dias depois, Svetlana Tikhanovskaya deixou o seu país depois de ter gravado uma mensagem em que justificava porque é que — embora "vencedora desta eleição" — decidiu retirar-se em vez de "bater-se pela verdade eleitoral da presidencial de domingo" (Tikhanovskaya refugia-se na Lituânia ’para proteger os filhos’, 12.ago.020).

Os apoiantes da candidata enchiam as ruas de Minsk e outras cidades em protestos pacíficos que eram reprimidos com violência ("Tortura geral" sobre detidos em protestos pacíficos — Tikhanovskaya no exílio incentiva manifestações e apela ao fim da violência, 15.ago.020).

Ao longo dos meses seguintes, a resistência e a repressão continuaram. A comunidade internacional apoiava os opositores (Arte em Barcelona solidariza-se com Bielorrússia "mulher maltratada", 10.fev.021). A UE continuou a impor sanções ao regime bielorrusso (UE impõe sanções à Bielorrússia que "atacou valores europeus", 26.mai.021).

Os opositores a Lukashenko forçados ao exílio continuavam a ser perseguidos, como se viu no caso do jornalista sequestrado dum avião comercial que foi desviado da sua rota Atenas-Vilnius de modo a permitir aprisionar Pratasevich em Minsk (...— Pratasevich "torturado", diz pai, 26.mai.021; Pratasevich sequestrado do avião sai para prisão domiciliária — Marido de Tikhanovskaya arguido, 26.jun.021).

Em agosto de 2021, um ano após protestos pela sua vitória fraudulenta, o presidente bielorrusso acenava com uma promessa que quase um ano depois se vê que não pensava cumprir (Bielorrússia: 1 ano após protestos de 9.ago.’20 Lukashenko oscilante anuncia "iminente saída" e "até 20 sucessores" — Moscovo de mão firme em Minsk, 12.ago.021.

A relação estreita de Lukashenko com Putin continua a revelar-se na atual invasão russa à Ucrânia (13º dia pós-1ª ronda de negociações em Minsk — Bielorrússia firme pró-Putin, 14.mar.022).

Fontes: Presidência.pt/BBC...

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