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Portugal: Primeira-dama acredita que há um “espaço grande” para o crescimento do voluntariado individual em Cabo Verde 28 Novembro 2022

A primeira-dama de Cabo Verde, Débora Katisa Carvalho, acredita que ainda existe um “espaço grande” para o crescimento do voluntariado individual no arquipélago e que muitas pessoas, de forma individual, também podem dar o seu contributo.

Portugal: Primeira-dama acredita que há um “espaço grande” para o crescimento do voluntariado individual em Cabo Verde

A declaração foi feita à Inforpress, em Lisboa, pela primeira-dama, que este fim-de-semana recebeu o Galardão de Mérito Mulheres Empreendedoras Europa & África na categoria “Reconhecimento Internacional”, na gala que aconteceu em Estoril, Portugal, promovida pela Associação Mulheres Empreendedoras Europa e África (AMEEA).

Eu acho que ainda há um espaço grande para crescermos, individualmente, não só a nível das organizações, onde existem aquelas que estão a fazer um trabalho brilhante em Cabo Verde, mas preocupa-me mais, onde gostaria de trabalhar, que o voluntariado individual”, considerou.

Para a primeira-dama, ainda “há espaço para fazer mais”, não necessariamente o desembolso financeiro, mas o desembolso do tempo e das competências de cada um, porque tem notado que a própria sociedade civil, quando há um determinado problema, a tendência é dizer “vai ter desta ONG [Organização Não Governamental] para resolver o problema”.

Segundo ela, parece que as pessoas estão a conduzir todo o desafio da sociedade para algumas instituições que neste momento estão a trabalhar, quando a maior parte das ONG em Cabo Verde têm “grandes desafios financeiros”.

Trabalho com alguma delas, nomeadamente nas áreas sociais e percebo o sufoco financeiro e os milagres que diariamente são feitos para poderem apoiar muitos seguimentos da sociedade civil, nomeadamente parte do seguimento da nossa sociedade que tem baixa renda”, frisou.

Na opinião de Débora Katisa Carvalho, é preciso que toda a sociedade cabo-verdiana “se envolva”, por exemplo, as pessoas que estão reformadas que podem ainda “dar muito” ou os estudantes que durante as férias “não estão com uma actividade” e que podiam fazer voluntariado em várias ONG.

Em Cabo Verde temos aquela ideia de que a partir dos 65 anos, as pessoas reformam-se e ficam numa prateleira, quando são pessoas que já têm 65 anos de experiência de vida, mais de 30 anos de experiência profissional e isso não pode ficar numa prateleira, têm que ser levadas para a continuação do desenvolvimento do País, identificando uma área onde pode e quer fazer a diferença e dedicar-se”, concluiu.
A Semana com Inforpress

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