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Portugal: Salazar injetar-se-ia com opióide Eucodal, tal como Hitler 10 Novembro 2018

O livro “A Queda de Salazar – O Princípio do Fim da Ditadura” traz a extraordinária revelação de que o presidente do Conselho de Ministros, entre 1926 e 1968, era ‘dia sim dia não’ injetado com uma substância que se supõe ser Eucodal, a mesma utilizada por Adolph Hitler e que nunca esteve disponível em Portugal.

Portugal: Salazar injetar-se-ia com opióide Eucodal, tal como Hitler

Co-escrito por José Pedro Castanheira, autor da obra "Quem Matou Amílcar Cabral", o livro “A Queda de Salazar – O Princípio do Fim da Ditadura” foi apresentado esta sexta-feira em Lisboa, na residência oficial do primeiro-ministro. A mesma em que Salazar viveu durante cerca de meio século.

«É um dado novo. Não só as injeções que Salazar recebia e, nos últimos tempos, a uma frequência de "dia sim dia não"», como explicou à Lusa o jornalista José Pedro Castanheira, que co-autorou o livro a três mãos com António Caeiro e Natal Vaz.

Ao certo não se sabe que substância estaria nessas "misteriosas injeções" administradas por um enfermeiro, de nome João Rodrigues Merca. Mas há no diário que António de Oliveira Salazar redigia pelo menos uma referência a Eucodal, um estupefaciente que se tornou no medicamento "favorito" de Hitler.

Muitos biógrafos, bastantes médicos e nenhuma referência

Os três autores referem que a "farta literatura historiográfica sobre Oliveira Salazar é omissa" quanto às injeções: "Nenhum dos seus biógrafos lhes faz referência. Tão-pouco Eduardo Coelho, nas suas memórias de médico assistente. Contactados três dos médicos que acompanhavam Salazar após a cirurgia ignoravam pura e simplesmente este dado clínico", lê-se no capítulo todo dedicado às "misteriosas injeções".

O livro teve como ideia inicial fazer a sistematização do que já tinha sido publicado nos jornais ou editado por historiadores e investigadores, mas acabou por ter um caráter mais amplo em virtude dos factos apurados através da consulta de documentos e entrevistas, refere a Lusa.

O que dizem sobre Hitler e codeína

O historiador alemão Norman Ohler refere que entre 1944 e 1945 o homem mais vil da história se injetava em dias alternados com codeína, o que é indicativo de uma grande dependência.

O consumo de drogas estupefacientes, refere o autor de "Blitzed", era habitual. Não só o Fuhrer mas todos os líderes nazis se serviam ainda de cocaína e outros opiáceos. Fontes: Lusa/outras referidas. Foto:

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