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Portugal: TACV quer ligar toda a diáspora e PCA apela ao sentido patriótico dos cabo-verdianos 04 Abril 2022

A presidente do Conselho de Administração dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV- Cabo Verde Airlines) garantiu que a empresa quer ligar toda a diáspora e para isso apelou ao “sentido patriótico” dos cabo-verdianos.

Portugal: TACV quer ligar toda a diáspora e PCA apela ao sentido patriótico dos cabo-verdianos

Sara Pires fez esse apelo durante a apresentação, no dia 1, da campanha promocional dos TACV – Cabo Verde Airlines (CVA) em Lisboa, reforçando, em declarações à Inforpress, que a companhia “não consegue ligar” todos os lugares onde há cabo-verdianos, mas que a ideia é que os “principais polos tenham uma viagem garantida na CVA”.

“Temos uma diáspora cabo-verdiana espalhada por toda a parte do mundo, mas o principal polo é Portugal, e estando em Portugal conseguimos apanhar toda a diáspora na Europa, mas a ideia é chegarmos aos países como a França, Holanda e Estados Unidos de América [EUA], onde temos também uma grande e forte comunidade”, explicou.

Segundo a PCA, a relação entre Cabo Verde e Portugal é “muito importante para o desenvolvimento” do País, e que o motivo que levou a companhia a retomar as operações com a rota de Lisboa é por ser a sua melhor rota, sendo que o evento de hoje é uma forma de chegar mais perto da comunidade cabo-verdiana e de ter “embaixadores dos TACV em Portugal”.

“Isso é para que de facto a nossa comunidade saiba que tem a opção de viajar com a nossa companhia de bandeira e também para que cada um em Portugal possa usar este serviço e ajudar a empresa a atingir um patamar de desenvolvimento que desejamos. Queremos ter uma tarifa competitiva e uma alternativa às outras empresas que operam no mercado de Cabo Verde, mas temos estado muito a apelar pelo sentimento patriótico”, disse.

De acordo com Sara Pires, o objectivo é ter essas tarifas competitivas para que qualquer pessoa consiga fazer viagens em alturas promocionais, que vai de Abril a Junho, mas também em épocas altas, em que existem bilhetes também a preços baixos se forem comprados com antecedência.

Por isso, prosseguiu, a companhia está a trabalhar para ter viagens disponíveis com pelo menos seis meses de antecedência.

Segundo ainda a Inforpress, a retoma da operação dos TACV é importante para as relações comerciais e familiares da diáspora com o País, entende Sara Pires, sublinhando que a confiança é algo que estão a “construir”, porque a CVA “durante muito tempo, sempre teve esse problema”.

Presente no evento, esteve também o embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro, que manifestou a sua satisfação em relação às informações partilhadas, apontando que a companhia “goza de uma boa simpatia da comunidade cabo-verdiana na diáspora e em Portugal tem clientes fiéis.

“É um bom sinal que recebemos com muito agrado (…), isso significa o apreço e o reconhecimento que a direcção dos TACV tem pela comunidade cabo-verdiana”, considerou, acrescentando que é um “momento importante” e que ter sido feito o evento no Centro Cultural Cabo Verde é uma forma de mostrar que é possível “fazer a ponte entre a economia e a cultura”.

Durante o evento, que participaram representantes de associações cabo-verdianas e comunidade em geral, foram sorteados dois bilhetes de passagem de Portugal para Cabo Verde.

O Estado cabo-verdiano assumiu em 06 de Julho de 2021 a posição de 51 por cento (%) nos TACV detida desde 2019 por investidores islandeses, alegando vários incumprimentos na gestão e dissolvendo de imediato os corpos sociais.

Em 13 de Julho, a companhia – que não realiza voos comerciais devido à pandemia de covid-19 desde Março de 2020 – anunciou o cancelamento de “todos os voos” do plano de retoma da actividade, que previa progressivamente voos do arquipélago para Lisboa, Paris e Boston, ligações que estão sendo retomas aos porcos.

Em Março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da CVA) e em 30% por empresários islandeses com experiência no sector da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada), refere a Inforpress.

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