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Portugal: Vereadora grata à comunidade cabo-verdiana que participou na reconstrução de Lisboa 07 Maio 2022

A vereadora da Habitação e Desenvolvimento Local da Câmara de Lisboa (CML) mostra gratidão à comunidade cabo-verdiana que participou na reconstrução da cidade que começou há quase 30 anos com o Programa Especial de Realojamento (PER).

Portugal: Vereadora grata à comunidade cabo-verdiana que participou na reconstrução de Lisboa

Filipa Roseta manifestou esta gratidão em declarações à Inforpress, em Lisboa, lembrando que há 30 anos , “Lisboa era uma cidade rodeada de favelas”, em que as pessoas viviam sem água e sem electricidade, mas também não tinham esgotos e não tinham qualquer espécie de infra-estruturas.

Por essa razão, por decisão do primeiro-ministro português na altura, Cavaco Silva, decidiu-se “acabar com as barracas” em Lisboa no dia 07 de Maio de 1993, e em 10 anos, ou seja, até 2003, foram feitos 17 mil fogos, no âmbito do PER, que também contou com a participação dos cabo-verdianos.

“Gratidão pela participação da comunidade cabo-verdiana na reconstrução, que é importantes, porque nos ajudaram a construir aquilo que foi a solução para o problema que para nós, hoje, é impensável ter a cidade que era em 1993”, disse, considerando que nesses 30 anos já se fez “alguns progressos” e que apesar dos desafios que ainda persistem, “já houve um passo em frente”.

Por outro lado, a vereadora Filipa Roseta sublinhou também que a comunidade cabo-verdiana também fez parte dos realojamentos e, por isso, “continua presente com toda a sua riqueza e cultura” nos bairros lisboetas, já que “por mais dificuldades que existem a nível das pessoas e das comunidades, seria pior se não houvesse esse programa”.

Para lembrar as histórias e conhecer as pessoas nos bairros, hoje a vereadora da Habitação e Desenvolvimento Local da CML, Filipa Roseta, vai estar no Bairro do Rego, para anunciar as comemorações dos 30 anos do Programa Especial de Realojamento, em 2023, mas que as comemorações irão decorrer durante todo o ano.

“Neste dia 07 de Maio vamos anunciar o próximo ano, que vai ser o ano todo dedicado ao que foi essa transformação de Lisboa e celebrar as pessoas que fizeram parte desta transformação”, declarou, frisando que, acima de tudo, querem “celebrar do ponto de vista positivo, mas sempre com o espírito de missão do que falta fazer”.

Filipa Roseta explicou que a Câmara Municipal de Lisboa quer focar-se em dois pontos, ou seja, “foi feito muito e o que falta fazer” e “porquê que o ciclo de pobreza em algumas famílias continua e noutras não”.

“Hoje em dia aponta-se muitas falhas nos bairros por terem surgido do realojamento, há uma tendência para apontar todas as falhas, esquecendo-se o que era antes e aquilo que foi feito. Foi um processo positivo de transformação e estamos mais focados naquilo que falta fazer”, rematou.

O PER envolveu 28 municípios, sendo 19 da área metropolitana de Lisboa e nove da área metropolitana do Porto, onde foram identificadas 48.416 famílias a viver em construções precárias ou barracas, das quais mais de 33 mil viviam na área metropolitana de Lisboa e 15 mil do Porto. A Semana com Inforpress

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